Probabilidade de maciez da carne de novilhos confinados

Resumo

Objetivou-se avaliar os principais fatores que influenciam a força de cisalhamento da carne de novilhos confinados e a chance de obtenção de carne macia. Para isso, foram avaliados os artigos de trabalhos científicos realizados no Brasil sobre carcaça e/ou carne de novilhos de corte, publicados entre janeiro de 1999 a abril de 2019. Foram extraídas da literatura informações do material e método e resultados e dos discussão. Para análise dos dados foi utilizado correlação de Pearson, e a estatística stepwise para a determinação da proporção do efeito sincronizado das variáveis sobre a força de cisalhamento. Para a determinação da chance de maciez, as carnes foram classificadas como macia quando apresentavam força de cisalhamento inferior a 4,6 kgF/ cm³ e dura quando superior a 4,6 kgf/ cm³, seguido de análise de regressão logística e teste de ods ratio. O local em que o estudo foi desenvolvido, o percentual de zebuíno no genótipo, o peso inicial da terminação, o percentual de concentrado na dieta, o período de terminação e marmoreio da carne, explicaram 62,45% da variabilidade da força de cisalhamento da carne. Iniciar precocemente a fase de terminação, mesmo que com pesos mais leves; prolongar o tempo de confinamento; elevar a participação de concentrado na dieta e aumentar o grau de marmoreio da carne; são estratégias que efetivamente aumentam a chance de obtenção de carne macia de novilhos confinados. A partir de variáveis de produção (ante-mortem), pode-se estimar grande parte da variabilidade da força de cisalhamento, sendo que sua correta manipulação possibilitará incrementos significativos na chance de obtenção de carne macia.
Palavras-chave: ante-mortem, concentrado, força de cisalhamento, marmoreio, terminação

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Publicado
29-09-2020
Como Citar
Pacheco, R. F., Cattelam, J., Bortolini, A., Pereira, A. J., & Milani, L. (2020). Probabilidade de maciez da carne de novilhos confinados. Ciência Animal Brasileira, 21(1). Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/vet/article/view/62956
Seção
ZOOTECNIA