Michel de Certeau e a psicanálise

As estratégias do tempo e as fronteiras da história com a literatura

Autores

  • Robson Freitas de Miranda Junior Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, rfm.juninho@gmail.com

DOI:

https://doi.org/10.5216/rth.vi2.65390

Palavras-chave:

Certeau, psicanálise, história

Resumo

O objetivo desse artigo é analisar alguns dos trabalhos de Michel de Certeau reunidos na coletânea intitulada “História e psicanálise: entre ciência e ficção”. Principalmente os textos: “Psicanálise e história” e “O ‘romance’ psicanalítico: história e literatura”. Pretendemos evidenciar que, em suas reflexões sobre a história e o fazer historiográfico, Certeau se valeu intensamente da teoria e da escrita freudianas, uma vez que, nelas, o historiador encontrou tanto a possibilidade de pensar novas temporalidades que caracterizariam o discurso histórico, quanto uma teoria da narratividade, que seria fundamental para entender o próprio estatuto da escrita da história.

Biografia do Autor

Robson Freitas de Miranda Junior, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, rfm.juninho@gmail.com

Doutorando em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vinculado à linha de pesquisa Ciência e Cultura na história. Mestre em História pela mesma universidade. Graduado em História também pela UFMG. Participou da criação do Centro de Estudos Estratégicos e Inteligência Governamental, sob orientação da professora Priscila Carlos Brandão. Esteve envolvido na Publicação crítica do censo sócio-econômico e demográfico para a província de Minas Gerais, coordenado pelo Cedeplar (http://lattes.cnpq.br/4342527714858891).

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Publicado

22-12-2020

Como Citar

Freitas de Miranda Junior, R. (2020). Michel de Certeau e a psicanálise: As estratégias do tempo e as fronteiras da história com a literatura. Rth |, (2), 185–209. https://doi.org/10.5216/rth.vi2.65390

Edição

Seção

Artigos de dossiê