O USO DO MANUAL ESCOLAR DE HISTÓRIA NO ENSINO SECUNDÁRIO: UM ESTUDO COM PROFESSORES E ALUNOS PORTUGUESES

Autores

  • Isabel Afonso Doutora em Ciências da Educação (Universidade do Minho)

Palavras-chave:

manual escolar, competências históricas, educação histórica

Resumo

Este artigo apresenta resultados do estudo desenvolvido para a tese de doutoramento. Este estudo procura compreender o papel do manual de História no desenvolvimento de competências, na perspetiva de professores e alunos do ensino secundário. Enquadra-se na linha de investigação em cognição histórica e procura compreender o uso que professores e alunos fazem do manual de 10.º ano, dentro e fora da sala de aula e, dentro de um tópico programático concreto, que ideias têm professores e alunos sobre as atividades propostas nesse recurso educativo e a sua relação com o desenvolvimento de competências, bem como a interpretação de fontes pelos alunos. A amostra foi constituída por 117 participantes: cinco professores, a lecionar a disciplina de História em escolas do norte, centro e centro/sul do país, e os respetivos alunos. Para a recolha de dados utilizaram-se uma entrevista semiestruturada e os materiais históricos propostos no manual adotado para um tópico concreto do programa - a educação ateniense. Emergiram quatro dimensões de análise sobre o uso do manual: perceções sobre o uso do manual; conceções dos seus utilizadores num tópico concreto, apreciação destes recursos e a interpretação das fontes pelos alunos, num tópico concreto. As conclusões sugerem que o manual de História é um instrumento didático- pedagógico privilegiado por alunos e professores, dentro e fora da sala de aula, apesar de não ser um recurso exclusivo. No uso das fontes pelos alunos, na tarefa escrita, identificaram-se vários níveis conceptuais na interpretação de uma fonte, na interpretação de várias fontes e na síntese inferencial.

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Publicado

30-12-2014

Como Citar

Afonso, I. (2014). O USO DO MANUAL ESCOLAR DE HISTÓRIA NO ENSINO SECUNDÁRIO: UM ESTUDO COM PROFESSORES E ALUNOS PORTUGUESES. Rth |, 12(2), 140–178. Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/teoria/article/view/33423