Cavalos "Baixadeiros": prevalência de anticorpos Anti-trypanosoma spp. e Anti-leishmania spp.

  • Fernanda Pinto Ferreira Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil, nandaferreiravet@gmail.com http://orcid.org/0000-0003-0554-0252
  • Eloiza Teles Caldart Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil, eloiza.vet@gmail.com
  • Danilo Rodrigues Barros Brito Instituto Federal do Maranhão, São Luis, Maranhão, Brasil, danilobrito@ifma.edu.br
  • Daniel Praseres Chaves Universidade Estadual do Maranhão, São Luis, Maranhão, Brasil, daniel@cernitas.com.br
  • João Luis Garcia Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil, jlgarcia@uel.br
  • Italmar Teodorico Navarro Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil, italmar@uel.br

Resumo

Um total de 138 amostras de sangue de equinos foram coletadas nos anos de 2012 a 2013 para posterior obtenção de soro. Para detecção de anticorpos anti-Leishmania spp. e anti-Trypanossoma spp. realizou-se a reação de imunofluorescência indireta e o ensaio imunoenzimático. Consideraram-se positivas, na RIFI, amostras com títulos iguais ou superiores a 40; o ponto de corte do ELISA foi calculado com três desvios padrão. Quando testadas para Trypanosoma spp., 50,37% (68/135) das amostras foram reagentes ao ELISA, 18,84% (8/136) à RIFI e 2,89% (4/138) para os dois testes. Observou-se associação estatística significativa quanto ao município (p= 0.013) e período de coleta (p=0.042) no ELISA. Quando testadas para Leishmania spp., 25,4% (35/138) das amostras foram positivas ao ELISA, 13,00% (18/138) à RIFI e 4,34% (6/138) nos dois testes, não havendo variáveis associadas estatisticamente à soropositividade. Foi observada associação estatística (p=0,0034) entre presença de anticorpos anti-Trypanosoma spp. e anti-Leishmania spp., quando utilizada a técnica de ELISA. Os resultados obtidos sugerem que esta raça de cavalo está em contato com os agentes das leishmanioses e tripanossomíases, demonstrando a necessidade de uma investigação mais precisa sobre o real papel de cavalos nessas enfermidades, a fim de auxiliar nas medidas de controle da doença.
Palavras-chave: Leishmanioses; Tripanossomíases; Equinos; Sorologia

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Biografia do Autor

Fernanda Pinto Ferreira, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil, nandaferreiravet@gmail.com
Eloiza Teles Caldart, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil, eloiza.vet@gmail.com
Danilo Rodrigues Barros Brito, Instituto Federal do Maranhão, São Luis, Maranhão, Brasil, danilobrito@ifma.edu.br
Daniel Praseres Chaves, Universidade Estadual do Maranhão, São Luis, Maranhão, Brasil, daniel@cernitas.com.br
João Luis Garcia, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil, jlgarcia@uel.br
Italmar Teodorico Navarro, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil, italmar@uel.br
Publicado
20-10-2018
Como Citar
Pinto Ferreira, F., Teles Caldart, E., Rodrigues Barros Brito, D., Praseres Chaves, D., Luis Garcia, J., & Teodorico Navarro, I. (2018). Cavalos "Baixadeiros": prevalência de anticorpos Anti-trypanosoma spp. e Anti-leishmania spp. Ciência Animal Brasileira, 19, 1-8. Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/vet/article/view/e-51522
Seção
MEDICINA VETERINÁRIA