Epizootiologia de Perkinsus sp. infestando Crassostrea rhizophorae da região semi-árida, Brasil

  • Cláudio Giovanio da Silva Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil, giovaniosl@bol.com.br http://orcid.org/0000-0002-9230-6562
  • Naibe Cristina de Figueiredo Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil, naibecristina@hotmail.com http://orcid.org/0000-0002-5319-8626
  • José Ticiano Arruda Ximenes de Lima Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil, ticiano.ximene@ufersa.edu.br http://orcid.org/0000-0002-3596-8973
  • Inês Xavier Martins Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil, ines@ufersa.edu.br

Resumo

A costa da região semi-árida do Brasil é conhecida pela presença de grandes estuários habitados por numerosas espécies de moluscos bivalves comestíveis. A ostra Crassostrea rhizophorae é encontrada naturalmente em ambientes estuarinos ao longo da costa brasileira, fixados em substratos, principalmente nas raízes dos manguezais. Os protozoários do gênero Perkinsus são parasitos importantes de bivalves marinhos, às vezes causando danos patológicos significativos em todo o mundo. Este estudo relata a ocorrência de parasitos Perkinsus sp. nas ostras de mangue do estuário de Porto do Mangue (estado do Rio Grande do Norte) e estuário de Icapuí (estado do Ceara), duas regiões do semiárido do Brasil. No estuário de Porto do Mangue as amostragens de ostras ocorreram nos meses de dezembro de 2016, janeiro e fevereiro de 2017. No estuário de Icapuí as amostragens de ostras ocorreram nos meses de setembro, outubro e novembro de 2017. Dois fragmentos branquiais foram incubados em Ray's Fluid Thioglycollate Medium (RFTM). Os parâmetros ecológicos e parasitários foram calculados. Cinco das noventas ostras coletadas no estuário de Porto do Mangue estavam parasitadas, que correspondeu a uma prevalência média de 5,6%. No estuário de Icapuí estavam parasitadas dezoito das cento e vinte ostras, correspondendo a uma prevalência média de 15,0%. As intensidades de infecção por Perkinsus sp. variaram de muito leve a leve nas duas localidades.
Palavras-chave: Manguezais; Ostra; Perkinsose; RFTM

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Biografia do Autor

Cláudio Giovanio da Silva, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil, giovaniosl@bol.com.br
Naibe Cristina de Figueiredo, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil, naibecristina@hotmail.com
José Ticiano Arruda Ximenes de Lima, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil, ticiano.ximene@ufersa.edu.br
Inês Xavier Martins, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil, ines@ufersa.edu.br
Publicado
03-09-2018
Como Citar
Silva, C. G. da, Cristina de Figueiredo, N., Ticiano Arruda Ximenes de Lima, J., & Xavier Martins, I. (2018). Epizootiologia de Perkinsus sp. infestando Crassostrea rhizophorae da região semi-árida, Brasil. Ciência Animal Brasileira, 19, 1-8. Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/vet/article/view/e-49678
Seção
RECURSOS PESQUEIROS E ENGENHARIA DE PESCA