Qualidade de forragem de milho hidropônico cultivado em diferentes substratos de subproduto

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Resumo

O cultivo hidropônico de milho é uma alternativa eficiente, rápida e viável para períodos de escassez de alimentos; entretanto, ainda são poucas as informações sobre os parâmetros qualitativos e quantitativos da biomassa produzida, principalmente no que diz respeito aos substratos. Este trabalho teve como objetivo avaliar os aspectos produtivos e qualitativos do milho hidropônico para ração cultivado em diferentes substratos com um período de cultivo de 15 dias. Quatro substratos foram avaliados: 1) sementes de açaí inteiras fermentadas, 2) sementes de açaí trituradas, 3) bagaço de cana-de-açúcar e 4) feno de Tifton moído, com cinco repetições em delineamento de blocos ao acaso. A temperatura do substrato foi monitorada durante o período de produção. Após a colheita, no dia 15, foram avaliados o comprimento das raízes (RL), o comprimento da parte aérea, o teor de matéria seca da biomassa (BDM), o rendimento da biomassa seca, a produtividade da massa seca da forragem, a proteína bruta (PB) e o teor de cinzas. Não houve correlação entre período de crescimento e temperatura do substrato. O RL não foi afetado pelos substratos, o BDM foi menor no tratamento 3, o PB não foi influenciado e o teor de cinzas foi maior no tratamento 1. Em geral, o melhor desenvolvimento foi observado no tratamento 1 devido à ausência de distinção quanto aos parâmetros qualitativos (PB e cinzas) e maior granulometria das sementes inteiras de açaí que afetam a densidade de massa e aeração do substrato, permitindo maior rendimento de biomassa seca.
Palavras-chave: caroço de açaí; coproduto da agroindústria; nutrição animal; produção de forragem.

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Publicado

06-12-2021

Como Citar

Cordeiro Fonseca, G., Paula de Araújo, G., Lima Abreu, N., Vagner de Lima Pantoja, R., Lucélia da Silva Nascimento, A., & de Abreu Faria, L. (2021). Qualidade de forragem de milho hidropônico cultivado em diferentes substratos de subproduto. Ciência Animal Brasileira, 22(1). Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/vet/article/view/69834

Edição

Seção

ZOOTECNIA