Prevalência de Oestrus ovis (Diptera: Oestridae) em ovinos de Ituiutaba, região sudeste do Brasil

Autores

  • Henrique Inhauser Riceti Magalhães Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), São Paulo-SP, Brasil https://orcid.org/0000-0001-9151-8160
  • Ana Caroline Romão da Silva Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas, Patos de Minas -MG, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8601-2982
  • Fabiano Braz Romão Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas, Patos de Minas -MG, Brasil
  • Nadia Grandi Bombonato Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas, Patos de Minas -MG, Brasil https://orcid.org/0000-0002-6309-4556
  • Guilherme Nascimento Cunha Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas, Patos de Minas -MG, Brasil

Resumo

Dentre as doenças que podem atingir as cavidades nasais dos pequenos ruminantes, destaca-se a oestrose. No Brasil, mais especificamente na região Sudeste, os relatos estão limitados ao estado de São Paulo e ao município de Araxá, Minas Gerais. Assim, procurou-se avaliar a prevalência parasitária do Oestrus ovis em ovinos criados no município de Ituiutaba, Minas Gerais-Brasil, correlacionando ao mesmo tempo o tamanho e estágio larval com a sua localização anatômica. Oitenta e oito hemicabeças de Ovis aries mestiços Santa Inês com Dorper saudáveis foram utilizadas aleatoriamente. As larvas visualizadas foram então coletadas e fixadas para serem quantificadas e analisadas em relação ao seu tamanho e estágio de desenvolvimento. Conclui-se que a oestrose é um problema existente no município de Ituiutaba, sendo este o primeiro estudo completo sobre a prevalência deste parasito no estado de Minas Gerais. Por distribuição anatômica, apenas as diferenças das médias larvais totais entre o seio frontal e o meato nasal ventral, meato nasal comum e a nasofaringe foram significativas - o que confirma a preferência das larvas por essa região. Em tamanho, a diferença significativa só ocorreu mediante a comparação entre o tamanho e estágio das larvas, informação crucial para uma melhor compreensão da progressão cíclica, sintomatologia clínica e profilaxia dos animais.
Palavras-chave: doenças ovinas; estágios larvais; mosca; oestrose; Ovis aries

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Biografia do Autor

Henrique Inhauser Riceti Magalhães, Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), São Paulo-SP, Brasil

Graduação em Medicina Veterinária pelo Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM) (2013-2017). Durante este período atuou por dois anos (2014-2015) como monitor bolsista das disciplinas de Anatomia Animal I e II e, por duas ocasiões (2016-2017 e 2017-2017), participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) desta faculdade. Atualmente é aluno de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), aluno de Especialização em Anatomia Funcional: Humana e Comparada da Universidade de São Paulo (USP), estudante integrante do Grupo de Pesquisa "Sistemas e adaptações morfofuncionais: tecnologias voltadas ao ensino e à bioengenharia" da Universidade de São Paulo (USP), estudante integrante do Grupo de Pesquisa "Anatomia Comparativa de Animais Silvestres" da Universidade Federal de Catalão (UFCAT), e pesquisador integrante do Grupo de Pesquisa "Anatomia Comparativa" da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Ana Caroline Romão da Silva, Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas, Patos de Minas -MG, Brasil

Graduada em Medicina Veterinária pelo Centro Universitário de Patos de Minas - MG. Foi monitora das disciplinas de Parasitologia Veterinária e Doenças Parasitárias. Atualmente é pós-graduanda em Zoonoses e Saúde Pública.

Fabiano Braz Romão, Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas, Patos de Minas -MG, Brasil

Graduado em Medicina Veterinária pelo Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM).

Nadia Grandi Bombonato, Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas, Patos de Minas -MG, Brasil

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP (1983). Mestre em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal de Uberlândia, UFU (2009). Doutorado em Ciências Veterinárias, área Saúde Animal pela Universidade Federal de Uberlândia, UFU (2017). Pós graduação, "lato sensu", em Entomologia Urbana pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP (2002). Pós graduação, "lato sensu", em Ovinocultura de Corte pelas Faculdades Associadas Uberaba, FAZU e REHAGRO (2011).

Guilherme Nascimento Cunha, Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas, Patos de Minas -MG, Brasil

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Uberlândia (1999), residência em clínica e cirurgica de pequenos animais (2001), mestrado em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal de Uberlândia (2004) e doutorado em Cirurgia Veterinária pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2009). Experiência como docente de nível superior, sendo professor adjunto III do Centro Universitário de Patos de Minas, lecionando disciplinas de Anatomia Veterinária e Técnica Operatória no curso de Medicina Veterinária e Habilidades cirúrgicas I, II e III no curso de Medicina (Metodologia PBL). Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Clínica e Cirurgia Veterinária de pequenos animais.

Publicado

14-07-2021

Como Citar

Inhauser Riceti Magalhães, H., Romão da Silva, A. C., Braz Romão, F., Grandi Bombonato, N., & Nascimento Cunha, G. (2021). Prevalência de Oestrus ovis (Diptera: Oestridae) em ovinos de Ituiutaba, região sudeste do Brasil. Ciência Animal Brasileira, 22(1). Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/vet/article/view/67800

Edição

Seção

MEDICINA VETERINÁRIA