AVALIAÇÃO DA QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DA RICOTA COMERCIALIZADA EM SUPERMERCADOS DO ESTADO DE SÃO PAULO

  • Natacha Deboni Cereser UNESP-JABOTICABAL
  • Oswaldo Durival Rossi Júnior UNESP-JABOTICABAL
  • Patrícia Gelli Feres de Marchi UNESP-JOBOTICABAL
  • Viviane de Souza UNESP-JABOTICABAL
  • Marita Vedoveli Cardoso UNESP-JABOTICABAL
  • Thais Mioto Martineli UNESP-JABOTICABAL
Palavras-chave: Higiene de Alimentos, Qualidade Microbiológica de Alimentos

Resumo

Dentre os queijos frescos, ou com elevada umidade, destaca-se a ricota. Trata-se de um produto muito consumido, tendo em vista seu reduzido teor de gordura e baixo custo, sendo indicado em dietas com restrições em lipídios, além de ser acessível à maioria das classes sociais. A ricota apresenta elevada atividade de água e diversidade nutricional, fatores que propiciam a proliferação da microbiota oportunista e patogênica, reduzindo a segurança desse alimento. Nesse contexto, o presente estudo objetivou avaliar a qualidade microbiológica da ricota produzida sob controle higiênico-sanitário permanente. De um total de sessenta amostras de duas marcas comerciais analisadas, 68,3% foram consideradas impróprias para o consumo humano, devido à presença de elevadas populações de coliformes termotolerantes. Quanto ao Staphylococcus coagulase positivo, 18,3% das amostras estavam em desacordo com os padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Altas contagens também foram observadas para microrganismos mesófilos e bolores e leveduras. A presença de microrganismos como E. coli e S. aureus no produto avaliado pode desencadear surtos de doenças transmitidas por alimentos e deve ser motivo de preocupação por parte das autoridades de saúde pública.

PALAVRAS-CHAVES: Coliformes termotolerantes, Staphylococcus aureus, ricota e saúde pública.?

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Publicado
31-03-2011
Como Citar
Cereser, N. D., Rossi Júnior, O. D., Marchi, P. G. F. de, Souza, V. de, Cardoso, M. V., & Martineli, T. M. (2011). AVALIAÇÃO DA QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DA RICOTA COMERCIALIZADA EM SUPERMERCADOS DO ESTADO DE SÃO PAULO. Ciência Animal Brasileira, 12(1), 149 - 155. https://doi.org/10.5216/cab.v12i1.6372
Seção
Medicina Veterinária