Morfometria do forame infraorbital aplicada a anestesia local em raposa-do-campo (Lycalopex vetulus Lund, 1842)

  • Henrique Inhauser Riceti Magalhães Departamento de Cirurgia, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo https://orcid.org/0000-0001-9151-8160
  • Mateus Santos Moreira Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas https://orcid.org/0000-0002-4627-5638
  • Ygor Henrique de Paula Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas https://orcid.org/0000-0003-2837-439X
  • Ricardo Lucas Ferreira Junior Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas https://orcid.org/0000-0001-8852-5765
  • Maria Angélica Miglino Departamento de Cirurgia, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo https://orcid.org/0000-0003-4979-115X
  • Zenon Silva Laboratório de Anatomia, Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás Campus Catalão https://orcid.org/0000-0001-7586-8195
  • Roseâmely Angélica de Carvalho-Barros Laboratório de Anatomia, Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás Campus Catalão https://orcid.org/0000-0002-9510-0308
  • Lucas de Assis Ribeiro Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Uberlândia https://orcid.org/0000-0002-6635-0156

Resumo

Considerando-se a necessidade de técnicas anestésicas respaldadas pela morfologia espécie-específica, objetivou-se descrever a morfometria do forame infraorbital de Raposa-do-campo a fim de correlacionar sua topografia com pontos de referência anatômica no crânio, oferecendo subsídio para um bloqueio anestésico local mais efetivo nesta espécie. Foram utilizados quatro crânios de Lycalopex vetulus, a partir dos quais foram realizadas todas as mensurações em cada antímero. O forame infraorbital localizou-se no osso maxila, dorsalmente ao terceiro dente pré-molar superior e, a partir do extremo caudal de sua margem ventral, distanciou-se, em média, 4,19 mm da margem alveolar desse osso; 14,10 mm da margem orbital ao nível do forame lacrimal; 37,10 mm do extremo dorsal do processo frontal do osso zigomático; 38,54 mm do extremo rostral da margem alveolar do dente incisivo medial superior; e 100,53 mm do extremo caudal da crista nucal ao nível do plano sagital mediano; além de apresentar um eixo sagital com uma média de 5,21 mm. Para a Raposa-do-campo sugere-se que a agulha seja introduzida por 4,19 mm em contato com o osso maxila, de forma perpendicular e em sentido ventrodorsal a partir de sua margem alveolar, utilizando como referência o diastema existente entre o terceiro e quarto dentes pré-molares superiores.
Palavras-chave: anestesiologia; morfologia aplicada; odontologia veterinária

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Biografia do Autor

Henrique Inhauser Riceti Magalhães, Departamento de Cirurgia, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo

Graduação em Medicina Veterinária pelo Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM) (2013-2017). Durante este período, atuou por dois anos (2014-2015) como monitor bolsista das disciplinas de Anatomia Animal I e II e, por duas ocasiões (2016-2017 e 2017-2017), participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) desta faculdade. Atualmente é aluno de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), pesquisador integrante do Grupo de Pesquisa "Anatomia Comparativa" do UNIPAM, e estudante integrante do Grupo de Pesquisa "Anatomia Comparativa de Animais Silvestres" da Universidade Federal de Goiás (UFG) Regional Catalão. ORCiD: 0000-0001-9151-8160. E-mails: inhauser@usp.br henrique123magalhaes@yahoo.com.br

Mateus Santos Moreira, Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas

Aluno de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM).

Ygor Henrique de Paula, Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas

Aluno de Medicina Veterinária pelo Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM).

Ricardo Lucas Ferreira Junior, Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas

Aluno de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM).

Maria Angélica Miglino, Departamento de Cirurgia, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo

 professora titular do Departamento de Cirurgia da FMVZ USP é atualmente vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres. Doutorou-se em 1985 pelo PPG Anatomia Funcional: Estrutura e Ultraestrutura ICB/USP e publicou 642 artigos em periódicos especializados, citados pelo Web of Sciences 1379 vezes, pelo Scopus 2443 vezes, pelo Google Scholar 4642 vezes, e pelo ResearchGate 3095 vezes. Possui 29 capítulos e 2 livros publicados. Orientou 60 Dissertações de Mestrado e 70 Teses de Doutorado, além de ter orientado 80 alunos de Iniciação Científicas. Supervisionou 23 pós Doutorandos. Integrou o Comitê de Área da Fapesp e do CNPq, além de ter exercido as funções de Vice-Coordenadora e Coordenadora de Área (Medicina Veterinária) da Capes. É membro da Real Academia de Ciências Veterinárias da Espanha. Sócia da Sociedade Brasileira de Anatomia, World Association of Veterinary Anatomists, e da American Society of Anatomy. Recebeu prêmios (Loke Award for Early Care Researchers, IFPA; The EPG Peter Kaufmann New Ivestigator Award; Prêmio Capes de Tese) e homenagens. É pesquisadora principal do INCT (Instituto Nacional de C&T em Células-tronco e Terapia Celular no Câncer). Colaboradora do CEPID, Thecnology Transfer Project e Centro de Terapia Celular. Atua na área de Medicina Veterinária, Ciências Morfológicas, Biologia do Desenvolvimento com ênfase à Placenta e Placentação, Terapia Celular em Modelos Animais, e Engenharia Tecidual, desenvolvendo projetos tecnológicos multidisciplinares voltados à regeneração de órgãos e de tecidos. Possui 155 projetos científicos em andamento, 22 projetos de desenvolvimento tecnológico, 4 projetos de extensão, além de 9 projetos de produção de material didático instrucional.

Zenon Silva, Laboratório de Anatomia, Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás Campus Catalão

Graduado em Ciências Biológicas (Licenciatura) e Ciências Biológicas (Bacharelado - Biomedicina), pela Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu (UNESP). Doutorado em Ciências Morfofuncionais, área de concentração Anatomia, pelo I.C.B. (Instituto de Ciências Biomédicas) da Universidade de São Paulo - SP (1981). Foi professor na UNESP-Botucatu de 1975 a 1980. Foi prof. na Universidade Federal de Uberlandia de 1981 a 2003, quando se aposentou. Foi professor no UNIPAM (Centro Universitário de Patos de Minas) de 2003 a 2008. Atualmente é professor Associado II do Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás -CAC (Regional Catalão). Atua nas áreas de Anatomia Humana, Anatomia Comparativa e Patologia Geral. Desenvolve pesquisa nas áreas de Anatomia Comparativa e ENMG ( Eletroneuromiografia). Em sua carreira exerceu cargos de Chefia de Departamento, Coordenador de Laboratórios, Comissões Permanentes, Coordenador de Pesquisas e membro de Colegiados e Conselhos Universitário.

Roseâmely Angélica de Carvalho-Barros, Laboratório de Anatomia, Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás Campus Catalão

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Uberlândia (1999), mestrado em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres pela Universidade de São Paulo (2002) e doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo (2006). Atualmente é Professora Associada III no Instituto de Biotecnologia - Núcleo de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás - Regional Catalão. Tem experiência na área de Morfologia, com ênfase em Anatomia Comparativa de Animais Silvestres.

Lucas de Assis Ribeiro, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Uberlândia

Doutorado em Ciências Veterinárias, subárea Morfologia na Universidade Federal de Uberlândia (FAMEV, UFU). Mestrado em Ciências Veterinárias, subárea Morfologia pela Universidade Federal de Uberlândia, FAMEV, UFU (2012). Graduação em Ciências Biológicas (Licenciatura) pela Universidade Federal de Goiás, Campus Catalão (2010). Graduando em Medicina Veterinária na Universidade de Uberaba (Uniube). Graduando em Zootecnia na Universidade Federal de Uberlândia (FAMEV, UFU). Membro do Grupo de Pesquisa de Anatomia Comparativa dos Animais Silvestres da Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão. Professor de Anatomia dos Animais Domésticos na Fundação Presidente Antônio Carlos (UNIPAC, Uberlândia) e no Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM).

Publicado
13-03-2020
Como Citar
Magalhães, H. I. R., Moreira, M. S., de Paula, Y. H., Ferreira Junior, R. L., Miglino, M. A., Silva, Z., de Carvalho-Barros, R. A., & Ribeiro, L. de A. (2020). Morfometria do forame infraorbital aplicada a anestesia local em raposa-do-campo (Lycalopex vetulus Lund, 1842). Ciência Animal Brasileira, 21(1). Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/vet/article/view/60058
Seção
MEDICINA VETERINÁRIA