EFEITOS DA INOCULAÇÃO DE Salmonella Enteritidis NA INCUBAÇÃO DE OVOS EMBRIONADOS DE PERUS

  • Carla Yoko T. Andrade UFG
  • Maria Auxiliadora Andrade UFG
  • Marcos Barcellos Café UFG
  • José Henrique Stringhini UFG
  • Juliana Bonifácio Alcântara UFG
Palavras-chave: inoculação experimental, isolamento bacteriano, Meleagridis gallopavo, salmonelose.

Resumo

Objetivou-se avaliar o rendimento de incubação, a capacidade de penetração de Salmonella Enteritidis através da casca do ovo e a sua habilidade de colonização do trato gastrintestinal. Foram incubados 400 ovos embrionados de perus da linhagem BUT, distribuídos em quatro tratamentos de 100 unidades experimentais: CC e CCA (inoculação com placebo na casca e na câmara de ar, respectivamente); IC e ICA (inoculação com 4,2 X 104 UFC/mL de Salmonella Enteritidis na casca e na câmara de ar, respectivamente). Os parâmetros de incubação calculados foram: fertilidade, eclodibilidade total e de ovos férteis, relação peso do peruzinho pelo peso do ovo. A presença de Salmonella foi pesquisada na casca, membrana, albume/gema e embrião de dois ovos por tratamento com um, sete, 14, 21 e 28 dias. Após o nascimento, foi determinada a frequência de recuperação do patógeno no mecônio de todas as aves. As variáveis foram analisadas pelos testes de ?² e de Fischer. Constatou-se que, durante todo o período de incubação, o agente manteve-se viável em 87,5% e 100% das amostras de casca dos tratamentos IC e ICA, respectivamente. Houve migração para o interior dos ovos em 33,33% das amostras analisadas no tratamento IC e em 95,45% das amostras analisadas no tratamento ICA. Os parâmetros de incubação não foram afetados quando o patógeno foi inoculado na casca. Constatou-se também que a inoculação do placebo e Salmonella Enteritidis na câmara de ar determinou baixa eclodibilidade total e de ovos férteis. Foi verificado que o tratamento controle da câmara de ar reduziu a eclosão com aumento (P<0,05) na mortalidade embrionária tardia em relação à inoculação do patógeno na casca. A colonização intestinal pelo patógeno ocorreu em peruzinhos oriundos da inoculação experimental na casca. Conclui-se que a análise da fertilidade, eclodibilidade e relação peso do peruzinho pelo peso do ovo não evidencia a presença de Salmonella Enteritidis no incubatório. Entretanto, a contaminação do incubatório pode ser determinada pela pesquisa de Salmonella Enteritidis nos componentes do ovo e no mecônio. A metodologia de inoculação via câmara de ar influenciou negativamente a eclodibilidade e a mortalidade embrionária.

PALAVRAS-CHAVE: inoculação experimental; isolamento bacteriano; Meleagridis gallopavo; salmonelose.

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Biografia do Autor

Carla Yoko T. Andrade, UFG
Departamento de Medicina Veterinária da Escola da Veterinária da Universidade Federal de Goiás
Maria Auxiliadora Andrade, UFG
Departamento de Medicina Veterinária da Escola da Veterinária da Universidade Federal de Goiás
Marcos Barcellos Café, UFG
Departamento de Medicina Veterinária da Escola da Veterinária da Universidade Federal de Goiás
José Henrique Stringhini, UFG
Departamento de Medicina Veterinária da Escola da Veterinária da Universidade Federal de Goiás
Juliana Bonifácio Alcântara, UFG
Departamento de Medicina Veterinária da Escola da Veterinária da Universidade Federal de Goiás
Publicado
25-06-2011
Como Citar
Andrade, C. Y. T., Andrade, M. A., Café, M. B., Stringhini, J. H., & Alcântara, J. B. (2011). EFEITOS DA INOCULAÇÃO DE Salmonella Enteritidis NA INCUBAÇÃO DE OVOS EMBRIONADOS DE PERUS. Ciência Animal Brasileira, 12(2), 330-338. Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/vet/article/view/4994
Seção
Medicina Veterinária