AVALIAÇÃO DO SUCO RUMINAL DE BOVINOS “A FRESCO” E APÓS 12 HORAS DE CONSERVAÇÃO

Naida Cristina Borges, Luiz Antônio Franco Silva, Maria Clorinda Soares Fioravanti, Paulo Henrique Jorge da Cunha, Rosana Rezende Moraes, Patrícia Lorena Guimarães, Márcio Eduardo Pereira Martins

Resumo


Avaliaram-se no presente estudo os parâmetros físicos (cor, odor, consistência e tempo de sedimentação e flotação), químicos (pH, e tempo de redução do azul de metileno) e biológicos (avaliação dos protozoários in vitro, contagem de infusórios e percentagem de protozoários viáveis) do suco ruminal de 50 fêmeas bovinas adultas clinicamente saudáveis, imediatamente após a colheita e ao final de 12 horas de armazenamento em garrafas térmicas comuns. Utilizaram-se animais em lactação, da raça Girolando, e alimentados a pasto de Brachiaria decumbens. As análises foram realizadas em uma amostra individual de, aproximadamente, 400 ml de suco ruminal, colhida com sonda oroesofágica do tipo Schambye e Sorensen. Os resultados foram avaliados por meio de estatística descritiva e teste “t” de student para amostras pareadas (P<0,05). Os aspectos físicos, a avaliação in vitro dos infusórios e o número de protozoários por mililitro encontravam-se dentro dos padrões de normalidade na primeira avaliação, porém, após 12 horas de conservação, foram observadas alterações sugestivas de modificações na microbiota do suco ruminal. Constataram-se, após conservação, reduções estatísticas significativas em relação ao pH, percentual de protozoários viáveis e aumento no tempo de redução do azul de metileno (PRAM). Conclui-se que a garrafa térmica comum pode ser usada como opção na conservação de suco ruminal de bovinos em situações de clínica de campo, porém a análise no momento da colheita apresenta resultados mais fidedignos.
PALAVRAS-CHAVE: Bovinos, fluido ruminal, métodos de conservação, pH, protozoários.

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