AVALIAÇÃO DE EMBRIÕES OVINOS PROVENIENTES DE OÓCITOS SUBMETIDOS A ESTRESSE CALÓRICO DURANTE A MATURAÇÃO IN VITRO

  • Edivaldo R. dos Santos Junior Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada, Fazenda Saco, s/n, Caixa Postal 063, Serra Talhada – PE
  • Ricardo Macêdo Chaves
  • José Carlos F. da Silva
  • Marcelo Tigre Moura
  • Cláudio Coutinho Bartolomeu
  • Paulo Bayard D. Gonçalves
  • Paulo Fernandes Lima Laboratório de Biotécnicas da Reprodução do Departamento de Medicina Veterinária Universidade Federal Rural de Pernambuco, Dois Irmãos s/n, Recife-PE
  • Marcos Antonio Lemos Oliveira Laboratório de Biotécnicas da Reprodução do Departamento de Medicina Veterinária Universidade Federal Rural de Pernambuco, Dois Irmãos s/n, Recife-PE
Palavras-chave: Reprodução Animal

Resumo

Neste trabalho foi avaliado o efeito do estresse calórico durante a maturação de oócitos sobre a produção in vitro de embriões ovinos. Os ovários foram obtidos em abatedouro e os oócitos colhidos de folículos de 2 a 6 mm de diâmetro. Após seleção, os oócitos, em 10 replicações, foram colocados para maturação in vitro (MIV) durante 24 horas. Os oócitos submetidos ao estresse térmico de 41º C durante 3, 6, 12, 18 e 24 horas foram posteriormente transferidos para completar a MIV a 39 ºC, mesma temperatura utilizada para maturação dos oócitos do grupo controle. O desenvolvimento dos embriões foi determinado nos dias 3, 4, 5 e 8 pós-fecundação. A avaliação da qualidade dos embriões foi efetuada através da contagem total de células coradas pelo DAPI e da determinação do número de blastômeros positivos para apoptose através do teste de TUNEL. Observou-se que o estresse térmico diminuiu (P < 0,05) a capacidade de maturação dos oócitos de acordo com o tempo de exposição à temperatura de 41º C. No grupo de oócitos incubados a 39° C, 70,70% maturou, enquanto que nos grupos expostos ao estresse térmico, apenas 45,28%, 35,17%, 12,30%, 9,74% e 4,60% maturaram, respectivamente, após 3, 6, 12, 18 e 24 horas de incubação. A duração de exposição dos oócitos ao estresse calórico é inversamente proporcional (P < 0,05) à capacidade de desenvolvimento embrionário e diretamente proporcional (P < 0,05) ao número de blastocistos positivos para apoptose. Todavia, o efeito deletério do estresse térmico sobre a clivagem e os embriões nos estádios de 8 a 16 células e de mórula foi crescente (P > 0,05) somente até 18 horas de incubação. Os resultados permitem concluir que o estresse calórico durante a maturação in vitro de oócitos reduz a quantidade e a qualidade dos embriões ovinos produzidos in vitro determinadas pela alta incidência de apoptose.

PALAVRAS-CHAVE: blastocisto; FIV; MIV; PIC.

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Publicado
28-09-2013
Como Citar
Santos Junior, E. R. dos, Chaves, R. M., Silva, J. C. F. da, Moura, M. T., Bartolomeu, C. C., Gonçalves, P. B. D., Lima, P. F., & Oliveira, M. A. L. (2013). AVALIAÇÃO DE EMBRIÕES OVINOS PROVENIENTES DE OÓCITOS SUBMETIDOS A ESTRESSE CALÓRICO DURANTE A MATURAÇÃO IN VITRO. Ciência Animal Brasileira, 14(3), 360-365. Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/vet/article/view/17170
Seção
Medicina Veterinária