DIFERENTES TEORES DE PROTEÍNA METABOLIZÁVEL EM RAÇÕES COM CANA-DE-AÇÚCAR PARA VACAS EM LACTAÇÃO

Tadeu Vinhas Voltolini, Flávio Augusto Portela Santos, Junio Cesar Martinez, Carla Maris Machado Bittar, Hugo Imaizumi, Cristina Simões Cortinhas

Resumo


O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes teores de proteína metabolizável (PM) na ração de vacas lactantes alimentadas com cana-de-açúcar. Foram utilizadas dezoito vacas em lactação divididas em dois grupos de produção de leite (10 ou 18 kg/d), sendo os dados analisados separadamente. Avaliaram-se três tratamentos variando-se a dose de PM e proteína degradável no rúmen (PDR) da ração, a partir de diferentes inclusões de uréia ou farelo de soja: 1) 1% da mistura uréia e sulfato de amônia na cana-de-açúcar in natura (controle); 2) teores adequados de PDR e PM; e 3) teores adequados de PDR e excessivos de PM. O delineamento estatístico foi o quadrado latino 3 x 3 com três repetições para cada grupo. Não se observaram diferenças estatísticas dos tratamentos (P>0,05) sobre o consumo de matéria seca, a produção de leite, os teores de gordura e de proteína do leite, as concentrações de nitrogênio uréico no leite (NUL) e no plasma (NUP), independentemente do nível de produção dos animais. A recomendação de corrigir as rações com cana-de-açúcar in natura com 1% da mistura uréia-sulfato de amônia foi adequada tanto para vacas produzindo 10 quanto 18 kg de leite/d. Não houve vantagem em aumentar o suprimento de PM para essas vacas.

 

PALAVRAS-CHAVES: Fontes protéicas, produção de leite, proteína degradável no rúmen, uréia.


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