“Formação”, uma palavra intransitiva

  • Maria Alice Gouvêa Campesato Professora da rede pública do município de Porto Alegre.

Resumo

A formação docente tem sido tema recorrente em produções e pesquisas, no âmbito acadêmico ou fora dele, especialmente na última década. Tal interesse pela temática está articulado a diversos fatores, como a inadequação das escolas às demandas de um mundo cada vez mais veloz e globalizado e aos resultados dos estudantes nas avaliações de larga escala. Este artigo propõe-se a apresentar um breve panorama da formação docente no Brasil e problematizar alguns de seus aspectos relacionados à contemporaneidade. Para tal, traz um recorte de uma dissertação de mestrado concluída, que investigou as percepções dos professores de uma escola pública do município de Porto Alegre sobre o tempo/espaço em suas articulações com o currículo. Nessa pesquisa foram utilizados, como ferramentas metodológicas, os seguintes mecanismos: grupo focal, entrevistas e análise de alguns documentos da instituição pesquisada. As análises foram realizadas a partir de uma perspectiva foucaultiana. Concluiu-se que a formação é percebida como de fundamental importância para que a docência, a escola, seus tempos, espaços e currículos possam ser (re)pensados. A formação docente, dessa forma, constitui-se como um espaço coletivo profícuo para o exercício do pensamento e a desnaturalização de conceitos e de práticas pedagógicas.

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Biografia do Autor

Maria Alice Gouvêa Campesato, Professora da rede pública do município de Porto Alegre.
Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação Unisinos. Mestre em Gestão Educacional pelo Programa de Mestrado Profissional Unisinos. Professora da rede pública do município de Porto Alegre.
Publicado
02-05-2018
Como Citar
Campesato, M. A. G. (2018). “Formação”, uma palavra intransitiva. Revista Polyphonía, 28(2). https://doi.org/10.5216/rp.v28i2.52789