O habitus professoral na constituição das práticas pedagógicas

  • José Maria Baldino PUC Goiás
  • Maria Conceição Barbosa Donencio

Resumo

Este artigo relata algumas considerações advindas de investigação na tentativa de refletir sobre o habitus professoral na constituição da prática pedagógica dos professores. Esta reflexão possibilita compreender como a trajetória de vida dos professores influencia na constituição do ser professor e, para isso, considera que seus saberes e ações, são provenientes das experiências dos diversos campos sociais dos quais esses professores originam ou convivem. Para tanto, são analisados dois conceitos: habitus, segundo a teoria sociológica de Pierre Bourdieu; e o conceito de habitus professoral, apreendido em artigos e textos que analisam e refletem sobre os saberes docentes, as relações entre o habitus e a prática, particularmente, em Philippe Perrenoud. O resultado deste estudo permite entender que a constituição do professor não está delimitada apenas à sua formação e fornece elementos suficientes para compreender como o habitus professoral está presente nas práticas pedagógicas dos professores. Para confirmar esse resultado, foram realizadas entrevistas com cinco professores que afirmaram terem sido influenciados por alguns professores na escolha, da profissão, na maneira de agir em sala e que, utilizam ainda hoje, dessas influências e experiências, aliadas ao tempo de docência, para fazerem-se professores.

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Biografia do Autor

José Maria Baldino, PUC Goiás
Doutor em Educação UNESP, Marília/SP. Professor Titular Sociologia da PUC Goiás. Programa de Mestrado e Doutorado em Educação. Vice-líder DP CNPq Educação, História, Memória e Culturas em diferentes espaços sociais.
Maria Conceição Barbosa Donencio
Professora da Rede Estadual de Educação de Goiás e do Colégio e Faculdades Aphonsiano. Mestra em Educação pela PUC Goiás. E- mail:
Publicado
19-11-2015
Como Citar
Baldino, J. M., & Donencio, M. C. B. (2015). O habitus professoral na constituição das práticas pedagógicas. Revista Polyphonía, 25(1), 263-281. https://doi.org/10.5216/rp.v25i1.38563