Paralisia cerebral, recursos tecnológicos, letramento e inclusão

  • Márcia Cristina Oliveira Santos
  • Deise Nanci Castro Mesquita Cepae/UFG

Resumo

Como realizar procedimentos de leitura, compreensão e produção textual com sentido e significado a partir de atividades no computador, de modo que possam contribuir no processo de aprendizagem e desenvolvimento de alunos com paralisia cerebral? Esta foi a pergunta que norteou um dos projetos do Programa de Informática na Educação Especial (PIEE) executado na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), em Goiânia. Sob a luz da perspectiva sócio-histórico-cultural de Vygotsky (1995; 2005), este texto apresenta e discute a trajetória de um de seus participantes, um aluno com distorções fonêmicas na linguagem oral e na escrita e uma alfabetização meramente funcional que, chegando à instituição, foi convidado a interagir com alguns recursos tecnológicos. No início, a professora propôs atividades de completar palavras, mas depois passou a orientá-lo a construir cartões personalizados para pessoas de seu convívio, a pesquisar na internet e a produzir um livro digital. O que mais motivou essa criação foi o encantamento do aluno pela leitura do livro “Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz”, de Otávio Roth. A apresentação e discussão de “O menino que saiu do ensino especial e foi para a escola normal”, de sua autoria, tem por objetivo mostrar a sensibilidade e a clareza com que esse aluno organiza suas ideias, reconhece sua história de vida, suas dificuldades e conquistas, e demonstra a gratidão que sente pela família, em especial por sua mãe e todas as outras que cuidam de seus filhos especiais, reiterando, assim, a relevância de uma aprendizagem significativa que considera o letramento como uma forma de percepção e de ação do sujeito em relação a si mesmo, à família, à escola e à sociedade.

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Biografia do Autor

Márcia Cristina Oliveira Santos
Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação da Universidade Federal de Goiás. Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Goiânia.
Deise Nanci Castro Mesquita, Cepae/UFG
Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação da Universidade Federal de Goiás.
Publicado
26-10-2015
Como Citar
Santos, M. C. O., & Mesquita, D. N. C. (2015). Paralisia cerebral, recursos tecnológicos, letramento e inclusão. Revista Polyphonía, 26(2), 331-337. Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/sv/article/view/38328