Gêneros discursivos e ensino de língua estrangeira no ensino fundamental

  • Cláudia Vitoriano e Silva

Resumo

Este artigo, fruto de pesquisa de doutorado, parte da perspectiva de ensino mais próxima da sócio-histórica e dialógica, buscando nos fundamentos de Bakhtin a compreensão dos gêneros discursivos, em que é necessário considerar a situação social da interação e a esfera social da atividade. O objetivo foi verificar como as concepções teóricas de linguagem e gêneros discursivos na perspectiva bakhtiniana foram caracterizadas nos documentos de reorientação curricular propostos pela Secretaria Estadual de Educação de Goiás (SEDUC-GO), a partir da análise do Caderno 3 (que trata da concepção teórica de linguagem norteadora da área de LE), e do Caderno 5 (que apresenta as MCs-LE a serem utilizadas no ensino com gêneros discursivos). No intuito de direcionar essa investigação, foram explorados os seguintes conceitos bakhtinianos: lingua/gem, enunciado/enunciação e gêneros discursivos. Como diretrizes de análise, foi seguido um posicionamento epistemológico e metodológico na perspectiva discursiva, interpretativista (ERICKSON, 1990) e dialógica (BAKHTIN, 1992/2003). Esse trabalho adotou um paradigma qualitativo de natureza interpretativa, sendo utilizados os instrumentos de coleta de dados típicos da etnografia. Os dados coletados no período de junho de 2009 a março de 2010, questionários, entrevistas, documentos da SEDUC-GO e Sequências Didáticas, demonstraram que o material disponibilizado pela SEDUC-GO, por si só, não sana as dúvidas e dificuldades das professoras em relação à proposta e, assim, não atinge o objetivo desejado de promover o aprendizado de uma língua estrangeira na perspectiva dialógica, que toma os gêneros discursivos como objeto de ensino funcional e real da linguagem.

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Biografia do Autor

Cláudia Vitoriano e Silva
Professora da Rede Estadual de Educação de Goiás.
Publicado
26-10-2015
Como Citar
Silva, C. V. e. (2015). Gêneros discursivos e ensino de língua estrangeira no ensino fundamental. Revista Polyphonía, 26(2), 243-261. https://doi.org/10.5216/rp.v26i2.38317