Avaliação diagnóstica: traçando caminhos para uma avaliação formativa

  • Noemia das G. R. dos Santos Mestranda do Programa de Mestrado Profissional em Docência Educação em Ciências e Matemáticas (UFPA). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática e Cultura Amazônica (GEMAZ).
  • Isabel Cristina R. de Lucena Doutora em Educação (Educação Matemática). Professora do Programa de Mestrado Profissional em Docência em Educação em Ciências e Matemáticas PPGDOC/ UFPA. Líder do GEMAZ.

Resumo

Este relato é parte da pesquisa surgida no contexto de minha prática, como coordenadora pedagógica, ao deparar-me com dificuldades em orientar professores dos anos iniciais sobre avaliação das aprendizagens de seus alunos. O objetivo aqui é afirmar referenciar que existem diversos tipos de avaliação, que podem convergir ou não para a melhoria das aprendizagens dos alunos. Um modelo recorrente nas práticas docentes é de classificação e mensuração de resultados finais. Em Fernandes (2006): “A mudança torna-se necessária à medida que tomamos consciência que esse “modelo de avaliação” é ineficaz para melhorias das aprendizagens dos alunos”. A clareza sobre avaliação é o início para uma mudança paradigmática, ou seja, principia uma renovação não só teórica, mas fundamentalmente no fazer docente. Essa pesquisa de Mestrado retrata a avaliação da minha prática como coordenadora pedagógica, também na função de avaliadora de alunos, junto com suas respectivas professoras. O objetivo geral é verificar o impacto transformativo nas práticas dos professores a partir da avaliação diagnóstica institucional rumo a uma proposta de avaliação formativa. A metodologia da pesquisa é de cunho qualitativo e se organiza em duas etapas: a) Levantamento das memórias (observação das aulas, diagnósticos com alunos, estudos de casos e roda de conversas); b) Entrevista com professoras. Por ora considero que o fazer do professor passou por algumas transformações. É possível afirmar que, quando professores e alunos reconhecem seu papel na dinâmica da sala de aula, o ambiente escolar tende a ficar equilibrado e acolhedor, instigando ambos a participarem ativamente do processo, porém, esse tipo de ambiente inclui relações entre as pessoas, nem sempre permeadas pela calmaria e tranquilidade.

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Publicado
13-10-2015
Como Citar
Santos, N. das G. R. dos, & Lucena, I. C. R. de. (2015). Avaliação diagnóstica: traçando caminhos para uma avaliação formativa. Revista Polyphonía, 26(1), 307-313. Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/sv/article/view/38036