Ideologias totalitárias nas práticas educativas

  • José João Neves Barbosa Vicente Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Resumo

A forma de governo que no século XX assustou o mundo “civilizado” por ter negado de forma total a pluralidade dos homens (colocando o “Estado” como a única voz do mundo e o único capaz de dizer a verdade), classificada por Arendt como “totalitarismo”, teve o seu fim, para alguns, com a queda de seus líderes. Essa visão é superficial e simplista, pois leva em consideração apenas a forma de governo como instituição. Na verdade, a parte mais forte e importante dela, a sua ideologia, nunca morreu, nunca foi destruída. Essa ideologia, ou seja, a ideia de “criar” ou de “fabricar” homens conforme a vontade do “dirigente” está presente e de maneira ativa ainda entre nós e, com mais incidência, no campo da educação, especificamente no campo de interesse deste artigo – na educação escolar. Desse odo, entende-se a necessidade de se discutir essa questão no nosso tempo, apontando o rastro da ideologia totalitária impregnado nas práticas escolares, por meio de objetivos e métodos de procedimentos utilizados que, no fundo, refletem as intenções e interesses dos educadores, deixando-se de lado, assim, os educandos. Ações essas que, na sua essência, ao esquecerem a especificidade do educando e a sua capacidade criativa, destro em o sentido da educação, criando indivíduos semelhantes aos súditos dos regimes totalitários: funcionam, mas não pensam.

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Biografia do Autor

José João Neves Barbosa Vicente, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Professor de Filosofia do Centro de Formação de Professores (CFP) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
Publicado
24-11-2011
Como Citar
Vicente, J. J. N. B. (2011). Ideologias totalitárias nas práticas educativas. Revista Polyphonía, 21(1), 303. https://doi.org/10.5216/rp.v21i1.16305
Seção
Outros Artigos