A GEOGRAFICIDADE DO COTIDIANO COMO CATEGORIA CIENTÍFICO-DIDÁTICA PARA ENSINAR E APRENDER NA ESCOLA

Autores

Palavras-chave:

Geografia, categorias geográficas, categorias científico-didáticas, arquitetônica espaço-temporal

Resumo

No âmbito da educação, o cotidiano é frequentemente apontado como referência enquanto conteúdo, por estar implicado nos conhecimentos conceituais, e enquanto elo na mediação pedagógica devido à sua articulação com as relações construídas pelos sujeitos nas aulas. Essa arguição remete à relevância de configurar teoricamente a noção de cotidiano, o que nos empenhamos para realizar neste texto por meio da sua sustentação alicerçada no espaço geográfico. Propomos que o cotidiano seja entendido e assumido como categoria científico-didática da área da Geografia, por sua implicação ao espaço e à ciência geográfica, e por se configurar como dispositivo às aprendizagens de conhecimentos e conceitos nas diferentes áreas do conhecimento. Assim, o objetivo deste artigo é compreender a dimensão geográfica do cotidiano, sustentando-o como categoria científico-didática, que serve como modos de conhecer e pensar, intrincados ao espaço geográfico. Configurada como ensaio teórico, a pesquisa permite inferir que o cotidiano é dispositivo às aprendizagens sistemáticas, se pautado em pressupostos científico-didáticos da Geografia, e que, para isso, é importante reconhecê-lo enquanto arquitetônica espaço-temporal elaborada pelos sujeitos e o diálogo como possibilidade metodológica nas aulas.

Biografia do Autor

Adriana Maria Andreis, Universidade Federal da Fronteira Sul

Professora na Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS/Chapecó/SC (Licenciatura em Geografia, PPGGeo/Mestrado em Geografia e PPGE/Mestrado em Educação). Mestre e doutora em Educação nas Ciências: concentração Geografia pela UNIJUI – Ijuí/RS com doutorado sanduíche pela Universidad Autónoma de Madrid - UAM, Espanha. Atuou durante mais de vinte anos como professora na Educação Básica (Ensino Fundamental e Médio). Sua pesquisa, extensão e ensino se relacionam com noções implicadas nos processos de ensinar e aprender, com destaque à perspectiva da educação geográfica, sustentada em conceitos e categorias espaço-temporais. Realiza estudos no campo da política curricular, abrangendo temas relacionados com a potência do cotidiano na perspectiva da educação integral. É pesquisadora (líder) do Grupo de Pesquisa Espaço, Tempo e Educação (GPETE - UFFS/SC), grupo de pesquisa Ensino e Metodologias em Geografia e Ciências Sociais (UNIJUI/RS) e Grupo de Estudos dos Gêneros do Discurso (GEGE - UFSCAR/SP).

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Publicado

02-12-2019

Edição

Seção

Artigos