A inespecificidade em O pai da menina morta

Autores

  • Tiago Monteiro Velasco Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. E-mail: velasco.tiago@gmail.com https://orcid.org/0000-0002-8842-2683

DOI:

https://doi.org/10.5216/sig.v33.69126

Palavras-chave:

Literatura inespecífica., Literatura em campo expandido, Literatura pós-autônoma, Escrita de si, Tiago Ferro

Resumo

Este artigo procura fazer uma leitura do romance O pai da menina morta, de Tiago Ferro, a partir de conceitos como literatura inespecífica ou em campo expandido, que vêm sendo discutidos por Florencia Garramuño e Ana Kiffer, e, também, pelo de literatura pósautônoma, de Josefina Ludmer. O artigo discute o uso de fragmentos como construto narrativo nas escritas de si, na representação da memória e na impossibilidade de se narrar a dor. Por fim, procura-se aproximar O pai da menina morta às artes visuais, mais especificamente a obras instalativas.

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Publicado

17-11-2021

Como Citar

Velasco, T. . M. (2021). A inespecificidade em O pai da menina morta. Signótica, 33. https://doi.org/10.5216/sig.v33.69126

Edição

Seção

Dossiê de Estudos Literários