Marx, Shakespeare e o nexo do dinheiro

  • Ana Cotrim Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Goiás, Brasil
Palavras-chave: Marx, Shakespeare, Tímon de Atenas, nexo do dinheiro, sensibilidade

Resumo

Este artigo se volta ao caderno intitulado “Dinheiro” dos Manuscritos econômico-filosóficos de 1844, de Marx, em que se abordam as consequências perniciosas do nexo do dinheiro para a formação da sensibilidade. A fim de concretizar esses efeitos e elucidar esse nexo, Marx cita uma longa passagem do Tímon de Atenas, de Shakespeare. A apropriação de Marx dessa peça evidencia seu interesse no modo como conformações sociais afetam a subjetividade, a personalidade humana e as relações interpessoais; e como a retomada da sensibilidade paranós constitui uma finalidade revolucionária para Marx, talvez o fim último da emancipação.

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Biografia do Autor

Ana Cotrim, Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Goiás, Brasil

Doutora em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, São Paulo, Brasil. É professora na Universidade de Brasília, no Curso de Licenciatura em Educação do
Campo, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Publicado
10-04-2019
Como Citar
Cotrim, A. (2019). Marx, Shakespeare e o nexo do dinheiro. Signótica, 31. https://doi.org/10.5216/sig.v31.56341
Seção
Seção Temática