Comunidade surda: uma experiência de humor

  • Augusto Schallenberger Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Palavras-chave: Surdez, Língua de sinais, Comunidade surda, Cultura surda

Resumo

A motivação da experiência de ser surdo e o atravessamento das vivências comunitárias e do
conhecimento do mundo acadêmico incidem neste estudo como forma de trazer ao leitor uma
visão do que é essa diferença de ser surdo em uma sociedade ouvinte e de como nossa
comunidade se constitui através de um elo fortíssimo: a nossa língua de sinais, que ultrapassa
fronteiras e encontra na literatura de humor um dos aspectos que favorece a constituição da
identidade linguística e cultural dos surdos. Procuro debater sobre os conceitos de comunidade
pelo viés teórico de Bauman e Miranda. Sobre o humor, pelas lentes teóricas de Bergson, Lévy,
Justo e Garbin, entremeando neste texto os discursos culturais surdos com apoio teórico de
Lopes e Veiga-Neto, Skliar e Possenti, entre outros. Hoje as tecnologias favorecem o registro
das produções surdas, construindo ferramentas para o desenvolvimento cultural na nossa língua
nativa e propiciando para as atuais e futuras gerações surdas desenvolvimento linguístico,
identitário, cultural e comunitário, fatores fundamentais para uma vida cidadã.

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Referências

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Publicado
02-12-2019
Como Citar
Schallenberger, A. (2019). Comunidade surda: uma experiência de humor. Revista Sinalizar, 4. https://doi.org/10.5216/rs.v4.60217
Seção
Artigos