O RITMO E A IMPROVISAÇÃO MUSICAL COMO VEÍCULO PARA A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

Autores

  • Eduardo Lopes

Resumo

Resumo: Estando a extensão assumida como pilar básico da orgânica atuação das instituições de ensino superior, torna-se evidente a inerente transversalidade de toda a universidade e sociedade. Desse modo, a extensão universitária tem-se provado como catalisadora de uma revitalização das instituições e seu posicionamento na sociedade, bem como meio privilegiado para uma melhor implantação das universidades na sociedade. Paralelamente, a extensão é uma porta aberta para receber a sociedade no seio das instituições, podendo, assim, dar voz à sociedade dentro das próprias universidades, contribuindo, dessa forma, para a aproximação das universidades a (novos) ideais das sociedades dos dias de hoje. Considerando arte e música como expressões dos valores mais fundamentais do que é o ser humano, propõe-se, por meio do parâmetro musical do ritmo e da prática da improvisação, uma linguagem universal para a interação entre contextos sociais diferenciados. Na forma de um estudo de caso, neste artigo será relatada uma sessão em que o ritmo e a improvisação musical foram utilizados como ferramentas para a aproximação de um grupo de habitantes da cidade de Moraga, CA, nos E.U.A., com um grupo de estudantes do St. Mary’s College of California sediado na mesma cidade. Foi então observado que por meio da prática do ritmo e da improvisação, aparentes diferenças sociais e culturais, de gênero e idade, tornaram-se secundárias ao objetivo de agregação e funcionalidade para o bem de todos – um bom exemplo de sucesso por meio da extensão.

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Referências

Referências

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Publicado

2017-08-03

Como Citar

LOPES, E. O RITMO E A IMPROVISAÇÃO MUSICAL COMO VEÍCULO PARA A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA. Revista UFG, Goiânia, v. 15, n. 16, 2017. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48530. Acesso em: 1 jul. 2022.

Edição

Seção

Artigos