Substituição racional de hidrômetros em sistemas de abastecimento de água (doi:10.5216/reec.v9i3.31378)

  • Paulo Sérgio Scalize Escola de Engenharia Civil - Universidade Federal de Goiás
  • Wellington Cyro de Almeida Leite Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, Departamento de Engenharia Civil.
  • Marcus André Siqueira Campos Escola de Engenharia Civil - Universidade Federal de Goiás

Resumo

RESUMO: O presente trabalho avaliou o efeito da submedição em 862 hidrômetros de uma cidade do interior paulista com 75.000 ligações ativas de água, objetivando a criação de uma proposta para identificar os hidrômetros com pior desempenho metrológico, indicando a sequência de substituição. Para isso, foram avaliados medidores classe metrológica A e B, segregados por fabricante, ano e volume totalizado. Todos os hidrômetros foram submetidos a teste em bancada em três vazões, 15 L/h (classe B) ou 30 L/h (classe A), 75 L/h (classe A e B) e 750L/h (classe A e B). Os resultados apontaram que 37,1% foram reprovados registrando leituras menores que a leitura de referência, com submedição variando de -0,7 a 31,1%. Foi observado que alguns hidrômetros mais antigos estavam com melhores desempenhos metrológicos que os mais novos, podendo, caso fosse realizada uma substituição sem critérios, haver aumento de perda aparente com uma redução de receita ao invés de benefícios. Este estudo possibilitou a criação de uma sequência de grupos de hidrômetros que apresentou menor desempenho metrológico, e sua substituição acarretará um aumento no volume micromedido, reduzindo o índice de perdas aparente e, consequentemente aumentando o volume faturado. ABSTRACT: This study evaluated the effect of under-metering in 862 water meters in a countryside city of São Paulo State, with 75,000 active water connections. It was evaluated metrological class A and B water meters, separated by manufacturer, year and totalized volume. All water meters were subjected to bench tests in three flows, 15 L/ h (class B) or 30 L/ h (class A), 75 L/ h (class A and B) and 750L/ h (A and B class). The results showed that 37.1% were disapproved by registering reading lower than the reference, with sub-metering ranging from -0.7 to 31.1%. It was observed that some older water meters had better metrological performances than the newest ones, and if a replacement without criteria be held, it may result increase in an apparent losses with a reduction of incoming rather than benefits. This study enabled the creation of a sequence of groups of lowest water meter metrological performance, and its replacement will result in an increase in micro-measured volume, reducing the rate of apparent losses and, consequently, increasing the amount billed.

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Biografia do Autor

Paulo Sérgio Scalize, Escola de Engenharia Civil - Universidade Federal de Goiás
Biomédico e Engenheiro Civil, mestre e doutor em Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP). Foi funcionário do Departamento Autônomo de Água e Esgotos de Araraquara durante 16 anos, ocupando cargos nas áreas de tratamento de água e esgoto, ambiental e perdas de água. Atualmente é professor adjunto III na Universidade Federal de Goiás atuando na Escola de Engenharia Civil no campus de Goiânia, ocupando o cargo de Coordenador do curso de Engenharia Civil. Professor do Programa de Pós Graduação da Engenharia do Meio Ambiente da EEC/UFG. Tem experiência na área de Ciências Ambientais, atuando principalmente nos seguintes temas: estação de tratamento de água, qualidade da água, tratabilidade e disposição final lodo de ETA, clarificação, estação de tratamento de esgotos, Laboratório de análise físico-química e microbiológica, gestão de controle de perdas, sub-medição de hidrômetros, e planejamento.
Wellington Cyro de Almeida Leite, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, Departamento de Engenharia Civil.
Possui graduação em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia Civil de Araraquara (1983), mestrado e doutorado em Engenharia Civil - Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo (EESC-USP),1991 e 1997, respectivamente. É Professor Doutor na área de Saneamento Ambiental da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá - UNESP, desde 1990. Foi Consultor da ONU/PNUD, no Projeto BRA/92/017 - Gestão e Tecnologias de Tratamento de Resíduos Sólidos (1996 e 1997). Foi Superintendente do Departamento Autônomo de Água e Esgotos - DAAE do município de Araraquara - SP, de 2001 a 2008.Tem experiência na área de Saneamento ambiental, com enfase em: gestão e tratamento de resíduos sólidos, aterros sanitários, controle da poluição ambiental e da qualidade da água, tratamento de efluentes industriais e sanitários e Planejamento e gestão de recursos hídricos.
Marcus André Siqueira Campos, Escola de Engenharia Civil - Universidade Federal de Goiás
Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2002) e mestrado em Construção Civil pela Universidade Federal de São Carlos (2004) e Doutorado em engenharia Civil pela Universidade Estadual de Campinas (2012). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal de Goiás.Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Instalações Prediais, atuando principalmente nos seguintes temas: aproveitamento de água pluvial, uso racional de água, uso racional de água potável, água pluvial e uso racional de água; aproveitamento de água pluvial.
Publicado
15-11-2014
Como Citar
Scalize, P. S., Leite, W. C. de A., & Campos, M. A. S. (2014). Substituição racional de hidrômetros em sistemas de abastecimento de água (doi:10.5216/reec.v9i3.31378). REEC - Revista Eletrônica De Engenharia Civil, 9(3). https://doi.org/10.5216/reec.v9i3.31378
Seção
Saneamento e Ambiente