PCBS e a contaminação do solo: risco ambiental e à saúde humana (D.O.I.: 10.5216/reec.v7i2.24263)

  • Karla Alcione da Silva Cruvinel Escola de Engenharia Civil, Universidade Federal de Goiás
  • Adjane Damasceno de Oliveira Escola de Engenharia Civil, Universidade Federal de Goiás.
  • Katia Kopp Escola de Engenharia Civil, Universidade Federal de Goiás.
  • Evaldo de Melo Ferreira Escola de Agronomia, Universidade Federal de Goiás.

Resumo

RESUMO: As diversas atividades humanas que visam o desenvolvimento econômico, advindo principalmente da produção industrial, geram subprodutos/resíduos químicos, que quando não manejados de forma adequada, trazem danos ao solo, água, animais e vegetais, sendo os dois últimos, atingidos por meio do fenômeno denominado de bioacumulação. As bifenilas policloradas são provenientes, por exemplo, da queima de materiais organoclorados, sendo estas substâncias com alto grau de toxicidade utilizadas industrialmente a partir da década de 30 (trinta). Devido a isso, uma parcela desse contaminante entrou em contato com o meio ambiente e, consequentemente, com o ser humano. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) possui o Plano Nacional de Gerenciamento e Eliminação de PCBs, bifenilas policloradas. Neste trabalho realizamos um levantamento de pesquisas relacionadas à contaminação ambiental e ao potencial de toxicidade dessas substâncias. Para isso, foi feita uma revisão de títulos e resumos de trabalhos disponíveis no Institute for Scientific Information (ISI Web of Science), utilizando-se as palavras chaves “contaminação do solo” e “bifenilas policloradas”. Além da busca no ISI Web of Science, foi feita a pesquisa de trabalhos disponíveis no portal Google acadêmico, e também na Scientific Electronic Library Online (SciELO). As publicações das pesquisas utilizadas na confecção dessa investigação demonstram o histórico de uso das PCBs, as características e o potencial de contaminação relativo ao meio ambiente e a saúde humana. Nos resultados é apresentado o efeito nocivo dessa substância ao homem, sendo a ingestão de alimentos e o contato direto com equipamentos contaminados, as principais vias de exposição. ABSTRACT: The various human activities aimed at economic development, arising mainly from industrial production, generate byproducts/waste chemicals, which if not handled properly, bring harm to soil, water, animals and plants, the last two being, achieved through phenomenon called bioaccumulation. Polychlorinated biphenyls are derived, for example, the burning of materials organochlorines, which are substances with high toxicity used industrially from the 30 (thirty). Because of this, a portion of this contaminant came into contact with the environment and, consequently, with the human being. The Ministry of Environment (MMA) has the National Plan for Management and Disposal of PCBs, polychlorinated biphenyls. In this work, we performed a survey of research related to environmental contamination and potential toxicity of these substances. For this, a review was made of titles and abstracts available at the Institute for Scientific Information (ISI Web of Science), using the key words "soil contamination" and "polychlorinated biphenyls". Besides searching in ISI Web of Science, was made available in the job search portal Google Scholar, and also in the Scientific Electronic Library Online (SciELO). The publications of surveys used in the making of this investigation demonstrate the historical use of PCBs, the characteristics and potential of contamination on the environment and human health. In the results presented is the harmful effect of this substance to man, and the intake of food and contact with contaminated equipment, the main routes of exposure.

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Biografia do Autor

Karla Alcione da Silva Cruvinel, Escola de Engenharia Civil, Universidade Federal de Goiás
Possui graduação em Engenharia Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2004), mestrado em Engenharia do Meio Ambiente pela Universidade Federal de Goiás (2007), cursando doutorado em Ciências Ambientais pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente é Professora Assistente da Universidade Federal de Goiás (UFG) em regime de Dedicação Exclusiva. Atuando principalmente nos seguintes temas: Saneamento, Conservação e Reúso de Água e Qualidade das Águas.
Adjane Damasceno de Oliveira, Escola de Engenharia Civil, Universidade Federal de Goiás.
Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia do Meio Ambiente da Universidade Federal de Goiás, possui graduação em Engenharia Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2010) e cursou especialização em Tratamento e Disposição Final de Resíduos Sólidos e Líquidos pela Universidade Federal de Goiás (2012). Atualmente é analista ambiental/engenheira ambiental na Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Estado de Goiás e professora convidada da Pontifícia Universidade Católica de Goiás.
Katia Kopp, Escola de Engenharia Civil, Universidade Federal de Goiás.
Possui graduação em Ciências Biológicas - Licenciatura Plena pela Universidade Federal de Santa Maria (2003), mestrado em Zoologia de Vertebrados pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2005) e doutorado em Ciências Ambientais pela Universidade Federal de Goiás (2009). Atualmente é professora adjunta do Curso de Engenharia Ambiental da Escola de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás. Também atua no mestrado em Engenharia do Meio Ambiente-PPGEMA, na mesma unidade.
Evaldo de Melo Ferreira, Escola de Agronomia, Universidade Federal de Goiás.
Graduado em Saneamento Ambiental pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG - 2012), cursa Mestrado em Agronomia (Solo e Água - UFG), e Pós-Graduação Lato Sensu em Planejamento e Gestão Ambiental (UFG). Atua nas áreas de monitoramento da qualidade da água, e manejo sustentável do solo.
Publicado
18-11-2013
Como Citar
Cruvinel, K., de Oliveira, A., Kopp, K., & Ferreira, E. (2013). PCBS e a contaminação do solo: risco ambiental e à saúde humana (D.O.I.: 10.5216/reec.v7i2.24263). REEC - Revista Eletrônica De Engenharia Civil, 7(2). https://doi.org/10.5216/reec.v7i2.24263
Seção
Meio Ambiente