Encantarias brasileiras. A emergência de religiosidades híbridas Afro-Ameríndias: o caso do mestre Irineu Serra – DAIME

Autores

  • Leandro Mendes Rocha
  • Marcelo Henrique Ribeiro Borges

DOI:

https://doi.org/10.5216/racs.v3i1.55385

Palavras-chave:

Encantarias, Religiosidades híbridas, Religiosidade afro-ameríndias, Identidades

Resumo

Este artigo aborda as tramas da emergência de religiosidade híbridas de
matrizes afro-ameríndias centradas no uso ritualístico da ayahuasca a
partir do estudo do caso do Daime, religiosidade cuja linhagem foi fundada
pelo maranhense Raimundo Irineu Serra, em Rio Branco, Acre, durante o
chamado ciclo da Borracha. Trata-se do estudo de religiosidades híbridas
frutos de processos identitários diaspóricos em espaços transnacionais
das fronteiras amazônicas, marcados por tradições dos encantados, num
universo onde há a ausência da separação entre o mundo e o sagrado, em
que se mesclaram o xamanismo e a pajelança ameríndia-cabocla com
as matrizes africanas formando novas religiosidades, embora também
fortemente influenciadas pelo discurso hegemônico cristão.

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Publicado

11-10-2018

Como Citar

Rocha, L. M., & Borges, M. H. R. (2018). Encantarias brasileiras. A emergência de religiosidades híbridas Afro-Ameríndias: o caso do mestre Irineu Serra – DAIME. Articulando E Construindo Saberes, 3(1). https://doi.org/10.5216/racs.v3i1.55385