Sobre a Revista

Foco e Escopo
Articulando e Construindo Saberes é uma revista do Núcleo Takinahaky de Formação Superior Indígena (NTFSI) da Universidade Federal de Goiás (UFG) e tem como proposta a publicação de trabalhos inéditos, sob forma de artigos, que promovam a articulação e construção de saberes, em uma perspectiva decolonial, abordando temáticas transdisciplinares e interculturais de valorização e fortalecimento das epistemologias subalternizadas, de vitalidade e retomada dos saberes e línguas indígenas. Busca, portanto, efetivar uma política de intercâmbio interétnico, internacional, especialmente, entre povos ameríndios e pesquisadores/as interessados/as em nossa proposta. A Revista fortalece, assim, o seu propósito de articulação de saberes, no acolhimento das diferenças para, construirmos juntos/as, bases epistêmicas produzidas em processos de coteorização, inaugurando, neste diálogo, diversos marcos epistêmicos. Em sua base estão teorias pedagógicas plurais, a partir da inserção de uma matriz formulada tanto pelas ausências quanto pelas emergências epistemológicas e pelas vozes que surgem como sobrevivência e resistência. Inova, dessa forma, ao deslocar os referenciais teóricos eurocentrados para referenciais pluriepistêmicos. Nesses cinco anos de vida, a RACS tem procurado incentivar o debate acadêmico na área da educação intercultural, contribuindo, de modo especial, para a construção de escolas indígenas específicas e diferenciadas,  com as licenciaturas interculturais, pós-graduação, além de estabelecer diálogos com demandas educativas de outros povos, comunidades e ou grupos sociais, registrando, assim, a marca da inovação científica em seu todo. Foi adotado, a partir de 2019, o sistema de publicação contínua, com um volume anual.

Histórico
Articulando e Construindo Saberes é uma revista do Núcleo Takinahaky de Formação Superior Indígena (NTFSI) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Nasce no contexto da Ação “Saberes Indígenas na Escola”, que se integra ao Programa Nacional dos Territórios Etnoeducacionais Indígenas, o qual tem por meta proteger e promover os direitos dos povos indígenas à educação específica e diferenciada, reconhecendo e valorizando a diversidade sociocultural e sociolinguística, a autonomia e o protagonismo desses povos, conforme estabelecido na Constituição Federal de 1988.

Assim, a Revista abre espaço para o diálogo entre os povos indígenas e destes com outros segmentos da sociedade brasileira. Como toda abertura, ela vem acompanhada de celebração e desafios, um deles é como enfrentar os paradigmas de uma educação disciplinar que, na maioria das vezes, exclui os saberes indígenas da escola e, em outras, escolariza-os, desconsiderando suas matrizes culturais.

O primeiro número, publicado em 2016, aborda o tema “alfabetização pelos conhecimentos indígenas”, com o olhar inovador que se orienta pelas pedagogias e filosofias dos processos próprios de ensinar e aprender dos povos indígenas. A partir do segundo número, dado o alcance e a sua recepção, em contextos nacionais e internacionais, a Revista fortalece o seu propósito de articulação de saberes no acolhimento das diferenças, em uma perspectiva de construirmos, juntos/as, bases epistêmicas elaboradas em processos de coteorização, inaugurando, neste diálogo, diversos marcos epistêmicos. 

Avaliação pelo sistema Duplo-Cego
A seleção de trabalhos para publicação é feita em duas etapas. Na primeira, o trabalho é avaliado pela Comissão Editorial, que faz uma análise prévia para ver se ele se enquadra na política editorial da Revista e se segue as normas de publicação.

Se o trabalho atende aos requisitos básicos, ele é enviado para a avaliação, quando serão designados pareceristas com reconhecido conhecimento sobre a temática do trabalho submetido. Os trabalhos são enviados aos/às avaliadores/as sem identificação dos/as autores/as. Ou seja, no sistema duplo-cego os/as autores/as não sabem quem foi o avaliador/a e os/as avaliadores/as não recebem informações da identidade dos/as autores/as.

Apenas os trabalhos aprovados pelos/as pareceristas serão encaminhados para publicação. Em casos de extrema discordância entre os pareceres, uma terceira avaliação é solicitada.

A aceitação do trabalho implica na transferência automática dos direitos autorais para a Revista.

Quando os textos forem de saberes milenares, os pareceres serão dados pelos sábios e sábias da comunidade que, por sua vez, irão autorizar (ou não) a publicação. Além disso, por estarem escritos em línguas indígenas, são eles/elas que estão também aptos/as para tal avaliação.

Quando os textos forem de conhecimentos científicos, porém escritos em línguas indígenas, serão avaliados por falantes daquela língua, que tenham conhecimento sobre a temática do trabalho.

Política de Acesso Livre
Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico, ao público, proporciona maior democratização mundial do conhecimento.