DEFICIÊNCIA E INQUIETAÇÕES DO OLHAR: EM DEFESA DA VISÃO MENOR

Autores

  • Thimoteo Pereira Cruz Universidade Federal de Goiás
  • Tânia Maia Barcelos Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.5216/rpp.v12i1.31215

Resumo

Este texto visa pensar o tema deficiência, que tem sido bastante discutido no Brasil,
principalmente depois das conquistas de alguns direitos fundamentais que ampliaram as
possibilidades de encontros com as pessoas com deficiência. A partir de alguns encontros
experimentados com a deficiência, buscamos aproximações com o método cartográfico, que
consiste em acompanhar e investigar processos sem definição de regras a serem aplicadas a
priori. Os encontros com a deficiência produziram os eixos de investigação do texto: as
formas de olhar, a alteridade e a inclusão social. O olhar é percebido como um processo
complexo de conhecer e sentir o mundo, podendo ocorrer por meio da visão maior e da visão
menor, duas dimensões do olhar necessárias e complementares. A visão menor é defendida
como meio de garantir o olhar para a deficiência para além da visão maior, predominante na
sociedade em que vivemos. No decorrer do texto, procuramos exercitar a visão menor no
processo de compreensão de dois comerciais que abordam as políticas de inclusão das pessoas
com deficiência, ambos divulgados na mídia brasileira. Nesse exercício, percebemos que é
preciso ver o que está além ou aquém do visível; é necessário que o encontro com o outro/ a
deficiência não ocorra apenas no campo politicamente correto. As políticas de inclusão devem
garantir a alteridade ética, que promovam contágios, produzam diferenças e instaurem
movimentos de resistência aos processos de homogeneização da subjetividade. Movimentos
que brotam da presença viva do outro em nós.

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Publicado

2014-07-22

Como Citar

CRUZ, T. P.; BARCELOS, T. M. DEFICIÊNCIA E INQUIETAÇÕES DO OLHAR: EM DEFESA DA VISÃO MENOR. Poíesis Pedagógica, Goiânia, v. 12, n. 1, p. 150–172, 2014. DOI: 10.5216/rpp.v12i1.31215. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/poiesis/article/view/31215. Acesso em: 28 maio. 2022.