Consciência e fenômenos mentais inconscientes: as visões de David Armstrong e John Searle

Autores

  • Tárik de Athayde Prata Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.5216/phi.v25i1.49694

Palavras-chave:

consciência, percepção, inconsciente, eficácia causal

Resumo

O artigo examina as concepções de consciência, bem como as concepções de fenômenos mentais inconscientes, de David Armstrong e John Searle. Enquanto Armstrong entende a consciência como decorrente de uma percepção de segunda ordem, de modo que um fenômeno inconsciente é apenas um fenômeno mental que não é percebido, Searle entende a consciência como um estado global, o que torna sua visão do inconsciente mais complicada. Estados mentais inconscientes não passam de padrões de atividade neuronal, padrões que são capazes de causar estados mentais conscientes nas circunstâncias adequadas. Porém, enquanto a teoria de Armstrong é perfeitamente coerente, a visão de Searle se mostra inconsistente, pois a eficácia causal que ele atribui aos fenômenos inconscientes é incompatível com o papel fundamental que ele atribui à consciência no domínio dos fenômenos mentais.

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Biografia do Autor

Tárik de Athayde Prata, Universidade Federal de Pernambuco

Graduado em Psicologia e Mestre em Filosofia Contemporânea pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutor em Filosofia pela Ruprecht-Karl Universität Heidelberg (Alemanha). Professor Adjunto do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Desenvolve pesquisas nas áreas de Filosofia da Mente e Filosofia da Psicologia.

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Publicado

26-08-2020

Como Citar

DE ATHAYDE PRATA, T. Consciência e fenômenos mentais inconscientes: as visões de David Armstrong e John Searle. Philósophos - Revista de Filosofia, Goiânia, v. 25, n. 1, 2020. DOI: 10.5216/phi.v25i1.49694. Disponível em: https://revistas.ufg.br/philosophos/article/view/49694. Acesso em: 24 abr. 2024.

Edição

Seção

Artigos Originais