A SUBJETIVIDADE HUMANA ENTRE OS TIPOS SUPERIORES E INFERIORES

  • Vagner Silva Unicamp
Palavras-chave: subjetividade, pulsão, cultura, civilização.

Resumo

Este artigo busca resolver a seguinte contradição do pensamento de Nietzsche: o homem possui uma constituição subjetiva pulsional, estas pulsões, porém, são individuais, e o seu ser, o das pulsões, constitui-se da luta por mais poder (vontade de poder). O homem superior de Nietzsche (homem culto e cultivado) é aquele no qual há harmonia nas pulsões, aquele que pode dar mais liberdade às suas mais terríveis pulsões, sem, no entanto, perder o controle sobre elas. Eis a contradição: se o homem superior exerce controle sobre as pulsões então elas não são harmônicas. Há, aqui, a incompatibilidade entre harmonia e controle. Em outros termos: o homem superior é de fato o homem culto e cultivado de Nietzsche? Se a resposta para esta pergunta for sim, então neste homem reina a harmonia pulsional. Se, por outro lado, a resposta for não, então, para que este homem não se torne um bárbaro destruidor, perigoso para si e para os outros, é necessário que uma pulsão domine as demais. Todavia não se pode fugir à contradição: ou nele há harmonia ou há controle pulsional.

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Biografia do Autor

Vagner Silva, Unicamp
Mestre em filosofia pela Puc-Campinas e doutorando em Filosofia da Educação na Universidade de Campinas. Bolsista Capes.
Publicado
30-12-2011
Como Citar
Silva, V. (2011). A SUBJETIVIDADE HUMANA ENTRE OS TIPOS SUPERIORES E INFERIORES. Philósophos - Revista De Filosofia, 16(2), DOI: 10.5216/phi.v16i2.7871. https://doi.org/10.5216/phi.v16i2.7871
Seção
Artigos Originais