WILLIAM JAMES E WHITEHEAD SOBRE O MITO DA LACUNA EXPLICATIVA

  • Arthur Araujo UFES
Palavras-chave: James, Whitehead, Lacuna Explicativa, Mito

Resumo

O artigo apresenta uma releitura do problema da lacuna explicativa partindo do empirismo de William James e Alfred N. Whitehead. Segundo as respectivas noções de experiência e processo de James e Whitehead, o artigo procura mostrar que a lacuna explicativa é um mito filosófico na medida em que sustenta uma continuidade ontológica ao mesmo tempo conjugada com uma descontinuidade epistemológica entre mente e mundo ou mente e cérebro – em particular, como ilustração dessa incongruência entre continuidade e descontinuidade, o núcleo do artigo se concentra em torno da revisão do chamado problema dos qualia. Partindo do empirismo de James e Whitehead, e tendo em vista a noção de continuidade, o artigo indica uma alternativa ao déficit epistemológico da lacuna explicativa assim como à visão internalista de mente que ela inspira – a ideia de que a mente está enclausurada no cérebro. Como resultado final, o artigo indica a atualidade do empirismo de James e Whitehead em consonância com as crescentes abordagens não-internalistas de mente e cognição em termos de continuidade que as noções respectivas de James e Whitehead de experiência e processo sugerem.

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Biografia do Autor

Arthur Araujo, UFES
Professor: Departamento de Filosofia/Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Publicado
12-08-2019
Como Citar
Araujo, A. (2019). WILLIAM JAMES E WHITEHEAD SOBRE O MITO DA LACUNA EXPLICATIVA. Philósophos - Revista De Filosofia, 24(1). https://doi.org/10.5216/phi.v24i1.53792
Seção
Artigos Originais