O ser verdadeiro (on alethes) como o modo mais próprio de se dizer o ser: A leitura de Heidegger do capítulo Theta 10 da Metaphysica

Palavras-chave: Heidegger, Aristóteles, unidade da plurivocidade do ser, presentidade constante (ständige Anwesenheit), Metaphysica ?10

Resumo

A tradição aristotélica, sobretudo depois de Brentano e sua unidade analógica do ser, tem a tendência de compreender a unidade dos diversos modo de se dizer o ser a partir da categoria primeira, a ousia. Tal tendência resultará naturalmente na necessidade de se desqualificar o capítulo Theta 10 da Metaphysica no qual Aristóteles propõe o ser verdadeiro (on alethes) como o modo mais próprio de dizer o ser. Nossa investigação pretende mostrar como Heidegger pôde desvincular-se de tal tradição ao pensar a unidade da plurivocidade do ser a partir do que ele chama de presentidade constante (ständige Anwesenheit). Para verificar a validade da tese heideggeriana proporemos acompanhar como tal presentidade se deixar visualizar nos modos de se dizer o ser segundo o ser verdadeiro (on alethes), segundo a energeia e segundo o ser por acidente (symbebekos).

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Biografia do Autor

Estevão Lemos Cruz, Universidade Estadual do Paraná
Professor do curso de Filosofia e do Programa de Pós-graduação em Filosofia da Universidade Estadual do Paraná. Pesquisador efetivo do Núcleo de Estudos Scrinium (NES).
Publicado
26-08-2020
Como Citar
Cruz, E. L. (2020). O ser verdadeiro (on alethes) como o modo mais próprio de se dizer o ser: A leitura de Heidegger do capítulo Theta 10 da Metaphysica. Philósophos - Revista De Filosofia, 25(1). https://doi.org/10.5216/phi.v25i1.53320
Seção
Artigos Originais