HANNAH ARENDT: O QUERER E A LIBERDADE

  • Carlos Antonio Mendes de Carvalho Buenos Ayres UFPI
Palavras-chave: a faculdade da vontade, a faculdade do pensar, a liberdade.

Resumo

O artigo propõe-se a descrever, segundo o crivo analítico de Hannah Arendt, o percurso histórico-teórico que conduz ao aparecimento de uma das três faculdades do espírito: a faculdade da vontade ou querer. Remontando inicialmente à Grécia antiga, logo empreende um movimento progressivo até a nossa contemporaneidade, segundo a contribuição de pensadores clássicos, medievais e modernos. Numa visão retrospectiva, Arendt discorre com acuidade acerca do processo de percepção e assunção da faculdade da vontade, correlacionando-o com o advento e consolidação da concepção linear do tempo, de extração cristã, em contraposição à concepção cíclica do tempo, de extração helênica. Também discorre sobre o embate que se instala entre a faculdade do querer e o pensar, através da polêmica entre São Tomas de Aquino e Duns Scotus. Por fim, o artigo aproxima a faculdade da vontade à noção de liberdade, fundamento da condição humana.

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Biografia do Autor

Carlos Antonio Mendes de Carvalho Buenos Ayres, UFPI
possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco (1985) , mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (1994) e doutorado em Sociologia pela Universidade de Brasília (2002) . Atualmente é Professor Adjunto II da Universidade Federal do Piauí. Tem experiência na área de Sociologia , com ênfase em Outras Sociologias Específicas. Atuando principalmente nos seguintes temas: reforma do Estado, administração gerencial, política.
Publicado
06-09-2008
Como Citar
Buenos Ayres, C. A. M. de C. (2008). HANNAH ARENDT: O QUERER E A LIBERDADE. Philósophos - Revista De Filosofia, 11(2), 215-246. https://doi.org/10.5216/phi.v11i2.4720
Seção
Artigos Originais