WITTGENSTEIN, ONTOLOGIA E PANTEÍSMO

Palavras-chave: Ontologia, Panteísmo, Filosofia da Religião, Wittgenstein

Resumo

No livro This complicated form of life, Newton Garver apresenta uma interpretação curiosa da primeira filosofia de Wittgenstein. Baseando-se em algumas passagens dos Notebooks e, principalmente, em considerações sobre a ‘ontologia’ do Tractatus logico-philosophicus, o comentador conclui que a filosofia wittgensteiniana, ao menos em sua primeira fase, implica uma posição místico-religiosa panteísta. Mais precisamente, Garver utiliza um argumento abdutivo para (supostamente) mostrar que o panteísmo seria a melhor explicação para o fato de existirem, segundo ele, duas ontologias no Tractatus, a saber, uma ontologia de fatos e uma ontologia de objetos. O objetivo deste texto é apresentar e refutar esta interpretação. Após reconstruir com detalhes a posição de Garver, apresentarei dois argumentos contra ela. No primeiro, mostrarei que a interpretação do comentarista implica uma ideia inaceitável, segundo a qual o Deus panteísta seria fundamentado ao invés de ser o fundamento, como é comumente entendido nas tradições panteístas. No segundo, mostrarei que é possível explicar de forma plausível a ‘ontologia’ de fatos e de objetos presente no Tractatus, sem apelar ao panteísmo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Alison Vander Mandeli, Professor de Filosofia na UENP. Doutor em Filosofia pela UFSC.
Professor de Filosofia na UENP. Doutor em Filosofia pela UFSC.
Publicado
09-02-2018
Como Citar
Mandeli, A. V. (2018). WITTGENSTEIN, ONTOLOGIA E PANTEÍSMO. Philósophos - Revista De Filosofia, 22(2), 11. https://doi.org/10.5216/phi.v22i2.41846
Seção
Artigos Originais