DE <em>APÁTÊ</em> A <em>PSEÛDÊS</em>. OU: DE COMO <em>MÊTIS</em> TORNA-SE UM PROBLEMA À FILOSOFIA MORAL

  • Gustavo Bezerra do Nascimento Costa UECE - Universidade Estadual do Ceará
Palavras-chave: verdade, engano, autoengano, mêtis, apátê.

Resumo

Discutimos neste artigo a questão acerca de como as práticas de engano vêm a se tornar um problema à filosofia moral e de como poderiam ser pensadas para além do crivo dessa condenação. Como procuramos defender, uma resposta a esta pergunta remeteria ao pensamento grego, particularmente ao pensamento platônico nos diálogos: Hípias menor e A república, tendo como horizonte o problema da desambiguação da Alêtheia e a exclusão, pelo pensamento filosófico, das formas de inteligência astuciosa que os gregos atribuíam à deusa Mêtis. Por outro lado, implicaria também uma distinção de perspectivas inerente ao que chamamos de engano, que põe em lados opostos o enganador e o enganado, a partir do reconhecimento ou não do engano. Sob esse viés, defendemos que, para os gregos, o problema não estaria no engano propriamente dito – embora o pensamento platônico aponte para isto – mas no ser enganado, e principalmente, autoenganado.

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Biografia do Autor

Gustavo Bezerra do Nascimento Costa, UECE - Universidade Estadual do Ceará
Doutor em filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, 2010), mestre em filosofia pela Universidade Federal do Ceará (UFC, 2009), bacharel em filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE, 2005) e arquiteto e urbanista (UFC, 1994). Atualmente é professor colaborador da Universidade Estadual do Ceará (UECE) em estágio pós-doutoral (PNPD-UECE/CAPES). E-mail: arqgustavocosta@hotmail.com.
Publicado
06-03-2016
Como Citar
do Nascimento Costa, G. B. (2016). DE <em>APÁTÊ</em> A <em>PSEÛDÊS</em>. OU: DE COMO <em>MÊTIS</em&gt; TORNA-SE UM PROBLEMA À FILOSOFIA MORAL. Philósophos - Revista De Filosofia, 20(2), 55-80. https://doi.org/10.5216/phi.v20i2.35964
Seção
Artigos Originais