Por uma ontologia do som enquanto ontologia da escuta

Palavras-chave: Sonologia, Ontologia do Som, Fenomenologia da Percepção

Resumo

O texto propõe um caminho para o conceito de som enquanto fenômeno de escuta. Fundamentado na Fenomenologia da Percepção de M. Merleau-Ponty, parte-se da leitura de D. Ihde sobre problemas com uma ontologia do som nos moldes do dualismo cartesiano. Depois aponta-se a crítica de B. Kane sobre a construção de uma ontologia do som distante dos estudos em escuta cultural. Finalmente apresenta-se ideias de T. Ingold contra o conceito de paisagem sonora e em direção ao entendimento do som enquanto experiência de corpos agindo com outros corpos em espaços específicos. Espera-se contribuir para a discussão da ontologia do som enquanto ontologia da escuta.

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Biografia do Autor

André Luiz Gonçalves de Oliveira, Universidade do Oeste Paulista

Professor nos cursos de Música e Design da Universidade do Oeste Paulista. Pós-Doutorado na UFRJ (Dpto. de Música); Doutorado no IdA-UnB; Mestrado na UNESP - Marília; Licenciatura em Música na UEL.

Referências

COBUSSEN, M; MEELBERG, V. and TRUAX, B. (edit.) The Routledge Companion to Sounding Art. New York: Routledge, 2017.

INGOLD, T. Estar Vivo: ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Petrópolis: Vozes, 2015,

IHDE, D. Listening and Voice: Phenomenologies of sound. Albany: State University of New York Press, 2007.

KANE, B. Sound studies without auditory culture: a critique of the ontological turn. Sound Studies, v.1, n. 1, p. 2-21, 2015.

MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da Percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

SCHAEFFER, Pierre. Traité des objets musicaux [Nouvelle Édition]. Paris: Éditions du Seuil, 1966.

Publicado
06-06-2019
Como Citar
Oliveira, A. L. G. de. (2019). Por uma ontologia do som enquanto ontologia da escuta. Revista Música Hodie, 19. https://doi.org/10.5216/mh.v19.51678
Seção
Artigos