A DETERMINAÇÃO SEMÂNTICA DE FALSO COMO GESTO DE DÚVIDA (MODALIDADE) E DE BLOQUEIO (ALTERIDADE) NO ACONTECIMENTO ENUNCIATIVO

Autores

  • Albano DALLA PRIA Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus Universitário de Alto Araguaia
  • Taisir Mahmudo KARIM Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus Cáceres

DOI:

https://doi.org/10.5216/lep.v22i1.54475

Resumo

Na formalização dos seus raciocínios, a lógica não leva em conta a especificidade das línguas naturais. Aplicados à descrição de certas expressões das línguas, tais como ‘atestado de óbito falso’, os raciocínios da lógica são colocados em xeque. É implícito dos raciocínios lógicos o conceito aristotélico de “classe” ou de espaço fechado, ou se está dentro ou se está fora do espaço. Esse raciocínio, que presume a significação construída, impede a observação do termo atestado de óbito como um gesto de construção de significação. Através do método que é próprio das línguas naturais, delineado pela Teoria das Operações Predicativas e Enunciativas (CULIOLI, 1990, 1999a, 1999b), porque articula o material verbal (as línguas), teorizado como agenciamento de marcadores de operações da linguagem, com a prática do seu manuseio (atividade de linguagem) dentro de um espaço topológico ou de uma topologia de domínio aberto, propusemos apreender a contribuição de FALSO para o gesto de construção de atestado de óbito.  Por fim, concluímos que FALSO é marca da dúvida (modalidade) e do bloqueio (alteridade) à construção do termo atestado de óbito.

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Biografia do Autor

Albano DALLA PRIA, Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus Universitário de Alto Araguaia

Pós-Doutor pela Universidade Nova de Lisboa. Doutor em Linguística e Língua Portuguesa, pela UNESP/Araraquara. Docente do Curso de Letras da UNEMAT/Alto Araguaia e do Programa de Pós-graduação em Linguística da UNEMAT/Cáceres. Coordenador do Grupo de Pesquisa Variação e invariantes na linguagem (CNPq).

Taisir Mahmudo KARIM, Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus Cáceres

Doutor em Linguística pela UNICAMP. Docente do Curso de Letras da UNEMAT/Cáceres e do Programa de Pós-graduação em Linguística da UNEMAT/Cáceres. Coordenador do Grupo de Pesquisa Mato Grosso: falares e modos de dizer (CNPq).

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Publicado

16-08-2018

Como Citar

DALLA PRIA, A., & KARIM, T. M. (2018). A DETERMINAÇÃO SEMÂNTICA DE FALSO COMO GESTO DE DÚVIDA (MODALIDADE) E DE BLOQUEIO (ALTERIDADE) NO ACONTECIMENTO ENUNCIATIVO. Linguagem: Estudos E Pesquisas, 22(1). https://doi.org/10.5216/lep.v22i1.54475

Edição

Seção

Artigos de temática livre