ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLOGICOS DO ENVENENAMENTO POR ESCORPIÕES EM SÃO PAULO E MUNICÍPIOS PRÓXIMOS

Lindioneza Adriano Ribeiro, Leonardo Rodrigues, Miguel Tanús Jorge

Resumo


Com o objetivo de conhecer a epideniiologia dos acidentes e a clínica do envenenamento por escorpiões em São Paulo e municípios próximos foram avaliados 1.323 prontuários de
pacientes atendidos no Hospital Vital Brazil, de julho de 1988 a junho de 1991. Os acidentes foram mais frequentes no município de São Paulo (42,9%) e ocorreram principalmente de outubro a fevereiro (71,1%), com pessoas do sexo masculino (59,8%) e na faixa etária de 20 a 30 anos (24,2%). As picadas foram, mais comuns em mãos (39,7%) e pés (19,6%). Entre os 831 escorpiões identificados quanto à espécie, predominaram Tityas bahiensis (85,8%) e T.
serrulatus (12,9%). As manifestações clínicas mais frequentes foram dor (98,3%), eritema (51,7%) e edema (43,0%) na região anatómica picada, cefaléia (2,6%) e tontura (2,0%). Dentre 266 casos assim classificados, 75,9% foram considerados como leves, 22,2% como moderados e 1.9% como graves. Desses, em 177 os escorpiões foram classificados como T. bahiensis (87,6%) ou T. serrulatus (12,4%), sendo que 4 dos 5 envenenamentos graves
foram causados por essa última espécie, mostrando maior potencial de gravidade cto seu envenenamento.

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DOI: https://doi.org/10.5216/rpt.v30i1.15816

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