EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO COM VITAMINA E E SELÊNIO SOBRE O QUADRO HEMATOLÓGICO, ENZIMAS MARCADORAS DE LESÃO MUSCULAR E ÍNDICE DE PEROXIDAÇÃO DE BIOMOLÉCULAS EM EQUINOS SUBMETIDOS À ATIVIDADE DE SALTO

Autores

  • Domingos Cachineiro Rodrigues Dias Universidade Federal da Bahia
  • Juliana da Silva Rocha Universidade Federal da Bahia
  • Alberto Lopes Gusmão Universidade Federal da Bahia
  • Ramon dos Santos El-Bachá Univesidade Federal da Bahia
  • Maria Consuêlo Caribé Ayres Universidade Federal da Bahia

Palavras-chave:

Fisiologia do exercício, Cavalo atleta, Estresse oxidativo, Vitamina E

Resumo

As alterações dos constituintes sanguíneos e o estresse oxidativo são mecanismos fisiopatológicos incriminados no aparecimento de lesões relacionadas ao exercício. Avaliou-se a influência da suplementação oral à base de ?-tocoferol (vitamina E) e selênio sobre o quadro hematológico, bem como a atividade sérica de enzimas marcadoras de lesão muscular e o nível de substâncias derivadas da ação dos radicais livres sobre biomoléculas presentes na membrana de eritrócitos (TBARS) de equinos normalmente treinados e submetidos à prova de hipismo clássico. Para isso, distribuíram-se vinte cavalos em dois grupos, sendo um suplementado com produto à base de vitamina E (2500 mg/dia) e selênio (3 mg/dia) por 45 dias (GT) e outro mantido como controle (GC). Colheram-se amostras de sangue antes (TR) e após (T0) a realização do exercício e seis (T6), doze (T12) e 24 horas (T24) após o término da atividade de esforço. Foram avaliados os constituintes do hemograma, a atividade sérica das enzimas CK, AST e LDH e a concentração TBARS na membrana de eritrócitos. A suplementação utilizada apresentou efeito sobre alguns parâmetros do hemograma, uma vez que no GT houve retorno aos níveis basais de número de hemácias e leucócitos, caracterizado por neutrofilia, em até seis horas. No GC, tais valores retornaram aos níveis de repouso entre 12 e 24 horas. Para a AST, o GT retornou ao valor do repouso seis horas após a realização do exercício. No entanto, não houve efeito sobre as enzimas CK e LDH, nem para o TBARS. Apesar de terem sido observadas diferenças na dinâmica de alguns parâmetros hematológicos entre os grupos, não foi possível determinar atividade antioxidante no GT no delineamento experimental utilizado, o que demonstra a necessidade de mais estudos para o entendimento do estresse oxidativo em cavalos atletas e a suplementação com antioxidantes na dieta desses animais.

PALAVRAS-CHAVES: Cavalo atleta, estresse oxidativo, fisiologia do exercício, vitamina E.

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Biografia do Autor

Domingos Cachineiro Rodrigues Dias, Universidade Federal da Bahia

Mestrando do Curso de Mestrado em Ciência Animal nos Trópicos, EMV - UFBA, Salvador / Bahia.

Juliana da Silva Rocha, Universidade Federal da Bahia

Bolsista do Programa de Iniciação Científica, EMV - UFBA, Salvador / Bahia.

Alberto Lopes Gusmão, Universidade Federal da Bahia

Dr. da Escola de Medicina Veterinária, UFBA, Salvador / Bahia. 

Ramon dos Santos El-Bachá, Univesidade Federal da Bahia

Dr. do Instituto de Ciências da Saúde, UFBA, Salvador / Bahia.

Maria Consuêlo Caribé Ayres, Universidade Federal da Bahia

Dra. da Escola de Medicina Veterinária, UFBA, Salvador / Bahia. Av. Ademar de Barros, 500 / Ondina – Salvador, 40170-110, BA – Brasil.

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Publicado

30-09-2009

Como Citar

Dias, D. C. R., Rocha, J. da S., Gusmão, A. L., El-Bachá, R. dos S., & Ayres, M. C. C. (2009). EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO COM VITAMINA E E SELÊNIO SOBRE O QUADRO HEMATOLÓGICO, ENZIMAS MARCADORAS DE LESÃO MUSCULAR E ÍNDICE DE PEROXIDAÇÃO DE BIOMOLÉCULAS EM EQUINOS SUBMETIDOS À ATIVIDADE DE SALTO. Ciência Animal Brasileira, 10(3), 790–801. Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/vet/article/view/4793

Edição

Seção

Produção Animal