OCORRÊNCIA DE ENTEROPARASITOS EM CÃES DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA, GOIÁS: COMPARAÇÃO DE TÉCNICAS DE DIAGNÓSTICO

Autores

  • Oslânia de Fátima Alves
  • Abraão Garcia Gomes
  • Andréa Caetano da Silva

Resumo

Com o objetivo de estudar a freqüência de enteroparasitos e comparar técnicas de diagnóstico, foram examinadas 434 amostras de fezes de cães do município de Goiânia, Goiás, no período de agosto-2001 a março-2002. Destas, 384 (88,5%) foram provenientes de cães domiciliados e 50 (11,5%) de cães vadios. Foi feito um estudo comparativo entre as técnicas de centrífugo-flutuação em solução saturada em açúcar (Sheather) e flutuação com sulfato de zinco (Faust) em 150 amostras de fezes de cães domiciliados. A técnica utilizando solução de Sheather foi significativamente melhor do que a de Faust, para o diagnóstico de ovos, cistos e oocistos de parasitos intestinais. Com base nisto, as demais amostras foram analisadas pelas técnicas de centrífugo-flutuação em solução saturada em açúcar (Sheather) e Ziehl-Neelsen modificada. Das 434 amostras examinadas, 94 (21,65%) foram positivas para um ou mais enteroparasitos, sendo 21 (42%) dos cães vadios e 73 (19%) dos cães domiciliados. Os parasitos mais freqüentes para cães vadios foram ancilostomídeos (22,0%), Isospora spp (10,0%), Cryptosporidium parvum (6,0%) e Toxocara canis (4,0%). Nos cães domiciliados foram ancilostomídeos (9,9%), Isospora spp (2,6%), T. canis (2,34%), C. parvum (2,08%), Giardia sp (1,6%), Sarcocystis sp (0,26%) e Dipylidium caninum (0,26%). Foram observadas associações entre T. canis e C. parvum (4,0%); Isospora spp e C. parvum (4,0%), nos cães vadios e entre ancilostomídeos e T. canis (0,5%), ancilostomídeos e Isospora spp (0,8%), ancilostomídeos e D. caninum (0,3%), ancilostomídeos, T. canis e Isospora spp (0,3%), ancilostomídeos e C. parvum (0,3%), T. canis e Isospora spp (0,3%), nos cães domiciliados. Em relação ao sexo, foram encontradas 14,93% e 15,19% de amostras positivas para cães machos e fêmeas, respectivamente. Em relação à faixa etária, 38,35% dos cães parasitados tinham idade menor que um ano; 27,39% entre um e três anos e 34,24% maior que três anos. PALAVRAS-CHAVE: Cão, enteroparasitos, helmintos, protozoários, zoonoses.

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Publicado

30-10-2006

Como Citar

Alves, O. de F., Gomes, A. G., & Silva, A. C. da. (2006). OCORRÊNCIA DE ENTEROPARASITOS EM CÃES DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA, GOIÁS: COMPARAÇÃO DE TÉCNICAS DE DIAGNÓSTICO. Ciência Animal Brasileira, 6(2), 127–133. Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/vet/article/view/351

Edição

Seção

Medicina Veterinária