ASPECTOS ANATÔMICOS DA PLACENTA DE ZEBUÍNOS CRIADOS NA AMAZÔNIA ORIENTAL, BRASIL.

Autores

  • Claudia Marinovic Oliveira Universidade Federal do Tocantins
  • Elaine Magalhães Ramos Universidade Federal do Tocantins
  • Mônica Arrivabene Universidade Federal do Piauí
  • Tânia Vasconcelos Cavalcante Universidade Federal do Tocantins
  • Viviane Mayume Maruo Universidade Federal do Tocantins

Palavras-chave:

Cordão Umbilical. Placentônio. Útero. Vaca Zebu.

Resumo

O trabalho visa analisar as características anatômicas macroscópicas da placenta bovina, Bos taurus indicus, criados na região Oriental da Amazônia, com um perfil de rebanhos regionais mantidos nas condições ambientais e climáticas amazônicas. Coletaram-se úteros gravídicos em diferentes estágios de gestação (quatro a oito meses) de vacas Zebu. Cada peça foi lavada em água corrente e seccionou-se o ligamento intercornual, para separação dos cornos uterinos.  Realizou-se uma secção dorsal ao longo da cérvix até o corpo do útero. As membranas fetais ficaram expostas e perfuradas, removendo-se os líquidos fetais e o feto. Inverteu-se a peça para realização da coleta de dados referentes às características morfológicas. Em seguida, fixou-se a peça em solução de formol a 10%, para posterior dissecação. Para contagem total dos placentônios, colocou-se um alfinete individualmente em cada estrutura. O mesmo procedimento foi usado em cornos gestantes ou não-gestantes. Submeteram-se as variáveis quantidade dos placentônios e tempo de gestação à análise estatística. O total de placentônios encontrados nas trinta placentas foi de 2.650, com média de 88,33 por gestação. No corno gestante, encontraram-se 1.602 placentônios, com média de 53,40 por placenta (60,45%), e no corno não-gestante registraram-se 1.048, com média de 34,93 por placenta (39,55%). Em análise do total de placentônios, nas diferentes idades gestacionais, observa-se um aumento gradual na quantidade deles, ressalvando-se que a correlação não foi estatisticamente significativa (r=? 0,2). Os placentônios classificados como pequenos foram predominantes, principalmente nos primeiros meses avaliados. À medida que o período gestacional aumenta, sua quantidade diminui, dando lugar aos médios e grandes placentônios. Assinale-se que essa redução só é estatisticamente significante no corno gestante. A maioria dos placentônios observados foi da forma oval, independente do estágio gestacional. Conclui-se que a morfologia da placenta de zebuínos criados na região Oriental da Amazônia é semelhante à de zebuínos criados em outras regiões com condições climáticas e ambientes diferentes, de modo que a placenta parece não ser influenciada por tais fatores.

PALAVRAS-CHAVES: Cordão umbilical, placentônio, útero, vaca zebu.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Claudia Marinovic Oliveira, Universidade Federal do Tocantins

Mestranda do Programa de Pós Graduação em Ciência Animal Tropical

Elaine Magalhães Ramos, Universidade Federal do Tocantins

Mestranda do Programa de Pós Graduação em Ciência Animal Tropical

Mônica Arrivabene, Universidade Federal do Piauí

Departamento de clínica e cirurgia veterinária do Centro de Ciências Agrárias

Tânia Vasconcelos Cavalcante, Universidade Federal do Tocantins

Docente do curso de Medicina Veterinária UFT e do Programa de Pós Graduação em Ciência Animal Tropical

Viviane Mayume Maruo, Universidade Federal do Tocantins

Docente do curso de Medicina Veterinária UFT e do Programa de Pós Graduação em Ciência Animal Tropical

Downloads

Publicado

03-04-2009

Como Citar

Oliveira, C. M., Magalhães Ramos, E., Arrivabene, M., Vasconcelos Cavalcante, T., & Mayume Maruo, V. (2009). ASPECTOS ANATÔMICOS DA PLACENTA DE ZEBUÍNOS CRIADOS NA AMAZÔNIA ORIENTAL, BRASIL. Ciência Animal Brasileira, 10(1), 246–253. Recuperado de https://www.revistas.ufg.br/vet/article/view/2250

Edição

Seção

Medicina Veterinária