ALCANCES E LIMITES DA PSICOLOGIA EVOLUTIVA PARA A COMPREENSÃO DA MENTE

  • Cleverson leite Bastos Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Palavras-chave: mente, modularidade, ornamental, metáfora, heurística.

Resumo

O que pretendemos, na extensão que um artigo permite, é convergir dois domínios de modelos contemporâneos para a compreensão da mente. Ambos são ferramentas heurísticas fundamentais que possibilitam, por um lado, a teoria da mente modular, entender aspectos importantes da cognição humana como linguagem, memória, aprendizagem (ciências cognitivas) e, por outro, modelos advindos da psicologia evolutiva que explicam certos aparentes desperdícios comportamentais. Os pressupostos fundamentais de ambas as metáforas são distintos: o modelo modular é produto das ciências cognitivas e o modelo evolucionista é produto do princípio de seleção sexual. Basicamente, como ferramenta heurística a teoria modular demonstra ser a mente um cômputo, como produto da seleção (seleção natural), que processa informação; já a teoria da mente ornamental propõe uma ideia estranha que Amotz Zahavi chamou de princípio de handicap (seleção sexual).

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Biografia do Autor

Cleverson leite Bastos, Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1980), mestrado em Lógica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1990), doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997) e estágio de pós-doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2006). Atualmente é professor adjunto da Pontificia Universidade Católica do Paraná e professor - Seminário Vicentino Nossa Senhora das Graças - PP. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Epistemologia, atuando principalmente nos seguintes temas: valor, semiótica,  epistemologia e ciências cognitivas.
Publicado
26-11-2010
Como Citar
Bastos, C. leite. (2010). ALCANCES E LIMITES DA PSICOLOGIA EVOLUTIVA PARA A COMPREENSÃO DA MENTE. Philósophos - Revista De Filosofia, 15(2), 29-55. https://doi.org/10.5216/phi.v15i2.8679
Seção
Artigos Originais