A ÉTICA KANTIANA E A POSSIBILIDADE DO ALTRUÍSMO (THOMAS NAGEL)

  • Jürgen Stolzenberg Universität Halle
  • Tradutor: Hans Christian Klotz UFG
Palavras-chave: Moralidade, Altruísmo, Autoconsciência.

Resumo

O presente artigo discute a relação da ética do altruísmo, defendida por Thomas Nagel, com a ética kantiana. Segundo o próprio Nagel, sua posição é semelhante à de Kant sob dois aspectos: ela defende a tese da autonomia da motivação moral, e ela funda a moral numa determinada autoconcepção da pessoa. No entanto, diferentemente de Kant, o princípio da ética nageliana é apenas o pressuposto modesto de que uma pessoa essencialmente considera a si mesma como sendo uma numa pluralidade de pessoas. Partindo do argumento nageliano em The Possibility of Altruísmo (1970), mas contemplando também a posição mais recente de Nagel em The Last Word (1999), argumenta-se que Nagel só pode defender sua concepção de uma ética racional de modo convincente, se ele se aproximar mais da fundamentação kantiana da ética do que ele pretende.

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Biografia do Autor

Tradutor: Hans Christian Klotz, UFG
Possui graduação em Filosofia - Ludwig Maximilian Universität München (1986) e doutorado em Filosofia - Ludwig Maximilian Universität München (1990). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Goiás e colaborador do curso de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Maria. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Kant e o Idealismo Alemão, atuando principalmente nos seguintes temas: kant, fichte, Hegel, filosofia transcendental e subjetividade. As linhas de pesquisa são Filosofia Transcendental (UFSM) e Ontologia e Metafísica (UFG).
Publicado
11-08-2010
Como Citar
Stolzenberg, J., & Klotz, T. H. C. (2010). A ÉTICA KANTIANA E A POSSIBILIDADE DO ALTRUÍSMO (THOMAS NAGEL). Philósophos - Revista De Filosofia, 14(2), 183-208. https://doi.org/10.5216/phi.v14i2.10850