O contrapelo da história

os negros e indígenas nos caminhos fluviais até o Mato Grosso nas narrativas elaboradas viajantes (séculos XVIII e XIX)

Autores

  • Bruno Rodrigues Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, professorbrunorodrigues@yahoo.com.br https://orcid.org/0000-0001-5318-1800

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v25i3.65313

Resumo

O presente artigo pretende analisar a menção e abordagens dos negros e povos indígenas em obras produzidas por viajantes que transitaram pelo Mato Grosso entre os séculos XVIII e XIX, especialmente através das rotas fluviais. Provocado pela proposta metodológica defendida por Walter Benjamin acerca da necessidade de ler a “contrapelo” as fontes da história a fim de dar voz àqueles que foram vencidos ou colocados nas margens das narrativas históricas, analisaremos os textos produzidos por Hércules Florence, João Gonçalves Fonseca, João Vasco Manoel de Braun e Alexandre Rodrigues Ferreira. No transcorrer da reflexão notar-se-á que o material detém grande potencialidade também para pensar o processo de expansão e consolidação colonial no oeste do atual território brasileiro, principalmente durante os contatos entre as diferentes civilizações e culturas. 

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Biografia do Autor

Bruno Rodrigues, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, professorbrunorodrigues@yahoo.com.br

Doutor em história pela Universidade Federal de Mato Grosso, com período de estágio doutoral em Lisboa, vinculado à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2014). Atualmente é Professor Adjunto na Universidade Federal de Mato Grosso, campus universitário de Cuiabá.

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Publicado

28-12-2020

Como Citar

Rodrigues, B. (2020). O contrapelo da história: os negros e indígenas nos caminhos fluviais até o Mato Grosso nas narrativas elaboradas viajantes (séculos XVIII e XIX). História Revista, 25(3), 51–72. https://doi.org/10.5216/hr.v25i3.65313