Anticlericalismo e intercessão aristocrática na Provença dos séculos XII e XIII

o aforismo da relação opositiva entre Estado e família como ponto de partida

  • Bruno Tadeu Salles Universidade Federal de Ouro Preto/Professor de História Medieval.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo principal discutir a relação entre Poder Principesco, que alguns autores identificaram como o Estado, e as parentelas aristocráticas na Provença dos séculos XII e XIII. Tomamos como caminho a crítica às ideias de autores basilares, tais como Martin Aurell e Thierry Pécoul. Com justiça, estes são considerados, pelos medievalistas que se debruçam sobre as relações de poder provençais, incontornáveis. A partir desses autores, analisaremos como se constituiu uma Ecclesia provençal a partir da indissociação de clérigos e laicos sob o prisma da relação entre igrejas e famílias e da participação eclesiástica no poder principesco. O impulso primordial de nossas reflexões é dado pelo interesse em pensar as dinâmicas senhoriais na Provença, especificamente na Diocese de Fréjus dos séculos XII e XIII. Delineamos algumas considerações que podem orientar reflexões futuras sobre as relações de poder no Midi e, portanto, colocar em questão cortes muito rígidos e evidentes e bem delimitados como sagrado/profano. Portanto, procurando dialogar com o tema do presente dossiê, as ideias aqui expostas são norteadas pela perspectiva da profunda imbricação entre Clérigos e Laicos e entre famílias e organismos de poder ditos mais amplos.

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Biografia do Autor

Bruno Tadeu Salles, Universidade Federal de Ouro Preto/Professor de História Medieval.
Mestre e Doutor em História Medieval pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professor de História Medieval da Universidade Federal de Ouro Preto. Pós-Doutorado em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás.
Publicado
22-07-2019
Como Citar
Salles, B. T. (2019). Anticlericalismo e intercessão aristocrática na Provença dos séculos XII e XIII: o aforismo da relação opositiva entre Estado e família como ponto de partida. História Revista, 24(1), 20 - 38. https://doi.org/10.5216/hr.v24i1.57009