RUMO A UMA GLOBALIZAÇÃO DA MEMÓRIA - doi: 10.5216/hr.v19i1.30527

Autores

  • Henry Rousso CNRS e Instituto de História do Tempo Presente, Paris.

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v19i1.30527

Palavras-chave:

Memória, Crimes de massa, Testemunho

Resumo

Em contextos diferentes e apesar da diversidade das heranças históricas, há trinta anos a relação com o passado tende a se unificar, a se « globalizar », a suscitar formas de representações coletivas e de ações públicas que, pelo menos aparentemente, se assemelham cada vez mais de uma ponta a outra do planeta. Isto pode ser observado pela evidenciação de temporalidades comparáveis na cronologia da memória de episódios traumáticos, e mais ainda pela emergência de um novo espaço público mundial que contribui para unificação do lugar respectivo do passado, do presente e do futuro, insistindo no papel da recordação. Entre outros aspectos, esta « globalização » se caracteriza pela crescente importância que a figura da vítima adquire, que testemunha, ainda que tardiamente, seus sofrimentos, especialmente perante cortes de justiça ou comissões de verdade e de reconciliação e, de um modo geral, por ações da sociedade civil em luta para que a tomada de consciência em relação aos crimes do passado resultem em formas de reconhecimento e de reparação públicas sem levar em conta o tempo que passou.

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Biografia do Autor

Henry Rousso, CNRS e Instituto de História do Tempo Presente, Paris.

Pesquisador do CNRS e do Instituto de História do Tempo Presente, em Paris.

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Publicado

2014-06-16

Como Citar

ROUSSO, H. RUMO A UMA GLOBALIZAÇÃO DA MEMÓRIA - doi: 10.5216/hr.v19i1.30527. História Revista, Goiânia, v. 19, n. 1, p. 265–279, 2014. DOI: 10.5216/hr.v19i1.30527. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/historia/article/view/30527. Acesso em: 1 jul. 2022.