A FORMAÇÃO DE CRIANÇAS PARA O ESPORTE DE ALTO RENDIMENTO: SOBRE ‘MANOBRAS’ E DIFERENTES APROPRIAÇÕES DOS TREINOS

Autores

  • Maitê Venuto de Freitas UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Marco Paulo Stigger UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.5216/rpp.v19i1.36808

Palavras-chave:

criança, infância, Ginástica Artística, esporte de alto rendimento.

Resumo

Este trabalho busca compreender ‘como’ e ‘por que’ uma criança específica se mantém em uma equipe de Ginástica Artística que visa o alto rendimento. A partir de observações sistemáticas durante 9 meses na rotina de treinos da ginasta e da realização de 1 entrevista semiestruturada com a mesma, foi possível identificar 4 aspectos sobre a maneira como esta vivenciava os treinos: 1) experimentação dos limites e das possibilidades dos movimentos do seu ‘corpo de ginasta’; 2) participação ‘não passiva’ nos treinos, marcada por tensões; 3) construção de vínculos de amizades; 4) experiências para além da prática esportiva. Com base nos resultados do estudo, questionamos algumas críticas presentes na Educação Física sobre o esporte de alto rendimento na infância.

 

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Biografia do Autor

Maitê Venuto de Freitas, UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mestranda em Ciências do Movimento Humano na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pesquisadora no Grupo de Estudos Socioculturais em Educação Física (GESEF). Licenciada em Educação Física (UFRGS). Bolsista de iniciação científica no período de 2008 a 2013. Interesses de estudos e pesquisas em infâncias e crianças a partir de articulações entre a Sociologia, a Antropologia e a Educação Física.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9802450350843919

Marco Paulo Stigger, UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui Graduação em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1977), mestrado em Educação Física pela Universidade Gama Filho (1992) e doutorado em Ciências do Desporto e Educação Física pela Universidade do Porto/Portugal (2000). Atualmente é professor associado na Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde ministra aulas e orienta estudantes do Curso de Graduação em Educação Física (monografias de conclusão e trabalhos de iniciação científica) e no Programa de Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano (Mestrado e Doutorado); neste último, atua na linha de pesquisa Representações Sociais do Movimento Humano. Tem experiência na área de Educação Física, desenvolvendo estudos, publicando livros e artigos e orientando trabalhos no campo dos "Estudos Socioculturais em Educação Física", "Sociologia/Antropologia do Esporte", da "Sociologia/Antropologia do Lazer" e das "Políticas Públicas de Esportes e Lazer", desenvolvidos, principalmente, a partir da análise cultural e da perspectiva etnográfica de investigação. Um trabalho bastante significativo da sua produção é o livro que apresenta os resultados do seu estudo desenvolvido no doutorado, publicado sob o título de "Esporte, lazer e estilos de vida: um estudo etnográfico" (2002). Também publicou o livro "Educação Física, Esporte e Diversidade" (2005 - 200 exemplares), agora em 2ª Edição (2011 - 6000 exemplares). Um trabalho representativo da sua atividade acadêmica no Programa de Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano/UFRGS é o livro organizado sob o título "Estudos Etnográficos Sobre Sociabilidades Esportivas em Espaços Urbanos" (Editora/UFRGS - 2007), o qual contém um artigo do organizador e vários de autoria dos seus orientandos. Em 2009 foi organizador do livro "Esporte de Rendimento e Esporte na Escola", obra que teve a participação de vários autores reconhecidos na Educação Física Brasileira. Atualmente mantém essa linha de estudos, mas tem tido interesse e se aproximado dos Estudos Sociais da Ciência, e das suas relações com Educação Física.

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Publicado

31-03-2016

Como Citar

de Freitas, M. V., & Stigger, M. P. (2016). A FORMAÇÃO DE CRIANÇAS PARA O ESPORTE DE ALTO RENDIMENTO: SOBRE ‘MANOBRAS’ E DIFERENTES APROPRIAÇÕES DOS TREINOS. Pensar a Prática, 19(1). https://doi.org/10.5216/rpp.v19i1.36808

Edição

Seção

Artigos Originais