Prorrogado o prazo para seção temática – 10/07/16

09-06-2016

Chamada para seção temática – 2016

As Diretrizes Curriculares Nacionais e a Educação Física

Ao final do ano de 2015 o Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou Minuta de Projeto de Resolução apresentando proposta preliminar de reformulação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Educação Física.

Concomitantemente a publicação da minuta foi agendada e, posteriormente, realizada audiência pública em Brasília, no dia 11 de dezembro de 2015, a fim de iniciar o debate sobre a proposta. Vale destacar que, no dia 15 de outubro do mesmo ano, já havia sido realizada audiência pública na Pontifícia Universidade Católica de Goiás, em Goiânia, na qual o conselheiro Paulo Barone, relator da comissão, apresentou seu entendimento prévio sobre a natureza da intervenção e formação profissional em Educação Física.

Mais recentemente, o então presidente da comissão, conselheiro Luiz Roberto Liza Curi, em evento sediado na Escola de Educação Física e Esporte da USP, afirmou categoricamente que a intenção da minuta foi estimular o debate e que, após a audiência pública realizada em Brasília, o documento havia perdido a validade e, no momento, o CNE estaria em fase de recebimento de propostas.  

A despeito das reais motivações e intenções do CNE com a publicação da referida Minuta de Projeto de Resolução, o teor da proposta parece ter animado o debate acerca dos projetos de formação em disputa no campo acadêmico da Educação Física, o que, também, trouxe à tona aspectos relativos ao exercício profissional dos egressos dos cursos de Educação Física, bem como os rumos da pós-graduação stricto-senso neste campo.

Desde então, vários eventos e debates institucionais têm sido promovidos sobre o tema e os posicionamentos em torno da proposta de unificação dos cursos têm se mostrado polêmicos. Os argumentos por uma ou outra posição vão desde a perda de vagas de trabalho no ensino superior; ampliação das discrepâncias entre a pós-graduação stricto sensu e a graduação, até a possibilidade de uma formação inicial mais sólida em torno de um eixo epistemológico comum e não submisso à lógica dos interesses de mercado, entre outros argumentos que têm sido mobilizados no debate. Surgem questionamentos inclusive sobre a origem e interesses políticos e corporativos do processo de extinção do curso de bacharelado como desdobramento da minuta do CNE e da unificação em torno de um projeto de licenciatura ampliada, como há muito vem sendo intitulada.

Buscando contribuir com o campo acadêmico e coerente com a função social de um periódico acadêmico, a Pensar a Prática convida os pesquisadores do campo acadêmico da Educação Física a submeterem textos à Seção Temática com resultados de pesquisa, revisão bibliográfica ou ensaio que apresentem seus argumentos e suscitem o bom debate acadêmico sobre o tema.

Submissão até 10/07/2016, para publicação ainda em 2016.