Rituais de memória e temporalidade num Dia de Finados

  • Marina Ramos Neves de Castro PPG em Antropologia Universidade Federal do Pará
  • Fabio Fonseca de Castro Universidade Federal do Pará http://orcid.org/0000-0002-8083-1415

Resumo

O artigo parte de uma etnografia realizada num Dia de Finados, em um cemitério de Belém (Pará, Brasil), para discutir como os rituais contemporâneos de memória dos mortos tomam formas criativas e performáticas. Procura-se discutir esses rituais de memória por meio de uma reflexão sobre o fenômeno da temporalidade na construção experiência vivenciada. Recorre-se aos conceitos de liminoide (Turner) e de alegoria (Benjamin) para refletir sobre a maneira como esses rituais ressolidarizam e renovam o tecido social, confrontando a estrutura com a communitas (Turner) por meio da experiência temporal. Nesse percurso, procura-se construir um diálogo entre autores (Simmel, Heidegger e Schutz) que, como Turner, têm por referencial a filosofia da experiência de Dilthey e a sua compreensão da vida social como uma composição de tecidos intersubjetivos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fabio Fonseca de Castro, Universidade Federal do Pará
Doutor em Sociologia pela Univ de Paris V com pós-doutorado em Etnometodologia pela Univ. Montreal. Professor e pesquisador do PPG em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido, no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará.
Publicado
22-05-2019
Como Citar
de Castro, M. R. N., & Fonseca de Castro, F. (2019). Rituais de memória e temporalidade num Dia de Finados. Sociedade E Cultura, 22(1). https://doi.org/10.5216/sec.v22i1.49144
Seção
Artigos Livres